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CGD impõem venda da Carveste por 4 milhões de euros

Belmonte

O processo de venda das instalações da Carveste enfrenta mais um impasse. A Câmara de Belmonte apresentou inicialmente uma proposta de 200 mil euros para a compra dos pavilhões da fábrica de confeções de Caria, que obteve parecer favorável das trabalhadoras, apesar de a considerarem «baixa», pois prometia a criação de postos de trabalho naquele espaço através de um condomínio de empresas.

Com o surgimento de uma nova proposta no valor de 240 mil euros, apresentada em conjunto por duas imobiliárias, a autarquia retirou a sua oferta. A nova proposta promete criar uma confeção com 50 trabalhadores numa parte do edifício e no restante criar um ninho de empresas. Uma vez que o prazo para apresentação de propostas já está terminado, «decidimos dar o nosso parecer favorável à venda, embora nada garanta que uma nova confeção ou um ninho ali vá aparecer», refere o Sindicato Têxtil da Beira Baixa em comunicado. Contudo, a Caixa Geral de Depósitos e o Fundo de Garantia Salarial pronunciaram-se contra a venda por 240 mil euros e o Bank of América, outro credor, ainda não se pronunciou.

Segundo o sindicato, a CGD argumenta que o imóvel vale quatro milhões de euros. Numa resposta ao banco do Estado, as antigas funcionárias da Carveste desafiam o banco a dizer «quem é o comprador que tem para dar os quatro milhões de euros. Ou então, que compre as instalações por dois milhões de euros», afirmando que assim a CGD poderá vender posteriormente pelo valor que considera justo. Perante este novo bloqueio, as ex-trabalhadoras só pedem que as instalações sejam vendidas para «evitar que as instalações continuem a degradar-se e que ninguém receba um cêntimo dos seus créditos».

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