P – Quais são as expetativas do presidente da Associação de Futebol da Guarda para a nova temporada?
R – Somos uma associação em crescimento, já crescemos em número de equipas sénior, passámos de 22 para 25, o que mostra a vitalidade da nossa Associação. A Iª Liga tem 14 equipas, estamos a falar de 26 jogos, e depois ainda temos a Taça de Honra, que pode fazer subir esse número para os 30 jogos, que acho que é um número já adequado. Quando fazemos a calendarização, o nosso objetivo é apostar entre 20 a 30 jogos por época, que achamos que é o ideal. Inclui-se naturalmente as camadas jovens que tenham mais ou menos esse número de competição. Na IIª Liga temos 11 equipas, no ano passado tínhamos oito. São 22 jornadas mais quatro da Taça, o que vai fazer o mesmo número dos jogos da Iª, ou seja. Temos quase tantas equipas seniores como Bragança, Castelo Branco e Portalegre juntos, o que demonstra o nosso crescimento. Tivemos três equipas novas, uma das quais veio do campeonato do Inatel.
P – Como tem sido o percurso da atual direção da AF Guarda, empossada há um ano?
R – Estamos à frente da Associação Futebol da Guarda e só fizemos uma época desportiva completa, tendo já mudado muita coisa. Naturalmente, esta época temos a questão dos ajustes e perceber onde é que podemos melhorar ainda mais. Acho que esse é sempre o objetivo, é pegar no que foi feito e melhorar ainda mais.
P – Quais são as novidades para esta nova temporada?
R – Vamos fazer um torneio sub11 feminino com Bragança e Vila Real, batizado com o nome Ana Borges e Sílvia Rebelo, em homenagem a duas figuras ícones do nosso futebol feminino. Estamos a falar de uma ex-jogadora da seleção nacional e da ainda jogadora da “equipa das quinas” e isso demonstra também o trabalho que tem sido feito no distrito da Guarda. Vamos continuar a filmar os jogos em direto e realizar formações com os treinadores e dirigentes dos clubes associados. Já tivemos uma de suporte básico de vida e formámos mais de 100 pessoas. Temos mais proximidade, temos a plataforma “Resultados na Hora”, que é uma medida muito importante graças à qual podemos acompanhar todos os resultados dos seniores. Este ano vamos ter também o Campeonato Interdistrital com Castelo Branco em sub19 e sub17 masculinos e um Campeonato interdistrital com Bragança de futebol feminino.
P – A AF Guarda vai continuar a celebrar protocolos com associações vizinhas, tal como já fez com Viseu, Bragança e Castelo Branco?
R – Vamos manter o protocolo com os árbitros da Associação Futebol de Viseu, já assinámos o protocolo com a Associação de Futebol de Bragança nos mesmos moldes, ou seja, de intercâmbio de árbitros e brevemente havemos de fechar também um acordo com Castelo Branco. Isto também mostra a grande vitalidade da Associação de Futebol da Guarda.
P – A arbitragem da AF Guarda tem ganho notoriedade nas últimas épocas, sobretudo com a promoção à primeira categoria de alguns árbitros?
R – Não foi por acaso que a nossa Associação tinha um elemento no jogo Porto-Benfica e não é por acaso que tinha dois elementos no Guimarães- Moreirense. Olhando para uma associação do interior, ter quatro árbitros nos campeonatos profissionais na Iª Liga e ter um VAR não é muito normal, é trabalho que foi feito, que se está a realizar e também é fruto desta imagem positiva que a AF Guarda está a ter e naturalmente é para manter. Também traz efeitos positivos a nível distrital, porque, desde que tomámos posse, disse que não íamos ter nenhum jogo sem árbitros e isso é uma realidade atualmente.
P – E como está a relação com os clubes?
R – Vamos entregar 400 coletes aos nossos clubes para usarem nos bancos suplentes. É uma pequena ajuda, também vamos oferecer uma bola a cada clube para sentirem que também a Associação de Futebol da Guarda tem um contributo não só pessoal e administrativo, mas também dá alguns bens que conseguimos dar.
CARA A CARA, presidente da direção da Associação de Futebol da Guarda, Luís Brás



