Cara a Cara

«Agora há duas formas de estar na AAG: trabalhar ou ajudar quem trabalha»

Escrito por ointerior

P – A nova direção foi empossada na Associação Académica da Guarda depois de uma rutura com a cessante. Porque decidiu assumir o cargo?

R – Concorri à direção porque vi que os estudantes ficaram frustrados com o último ano e decidi intervir, com outras pessoas da comunidade estudantil que também ficaram frustradas. Quisemos mudar, ter uma voz de força para poder interagir mais com os estudantes. Assim sendo, o nosso lema é “Pelos estudantes, para os estudantes” porque queremos trabalhar em prol de quem representamos, os estudantes do Politécnico da Guarda.

P – Depois de muita instabilidade na Associação Académica, que organização existe atualmente?
R – Neste ano queremos tornar a Associação Académica da Guarda mais rigorosa no que toca à transparência para os estudantes. Trabalhamos para uma associação que seja digna desse nome, e que não organize apenas festas e semanas académicas, como se tem visto ultimamente, com dívidas acumuladas. Queremos que seja o ano dos estudantes na Guarda.

P – Justamente, como estão as dívidas da Associação Académica da Guarda neste momento?
R – A Associação Académica voltou de um período muito difícil. Apresentámos o relatório de contas sem nenhum membro da direção anterior presente. Já o tesoureiro, que também não pôde estar presente, pelo menos justificou as contas. Eu também fui surpreendido pelos números. Estamos muito mal em termos de dívidas, são mais de 150 mil euros. No relatório há muitas lacunas da parte dos anteriores membros da direção, uma vez que, supostamente, fizeram dívidas e imputaram a responsabilidade à direção que os antecedeu. Nós vamos tentar ter uma abordagem mais rigorosa às dívidas e ao dinheiro para as tentar reduzir.

P – E como se reverte a situação de ter dívidas da ordem dos 150 mil euros?
R – Vamos ter de abordar muitas entidades para nos ajudarem a resolver esta situação. Vai haver duas formas de estar: a trabalhar ou a ajudar quem trabalha – a Associação Académica, os estudantes, os núcleos, etc. Quem puder ajudar a associação será sempre bem-vindo e recebido de braços abertos. No ano anterior muitas portas foram fechadas, até mesmo a quem sempre ajudou a Associação Académica da Guarda. Queremos retomar esses laços, reabrir parcerias, fazer com que os estudantes se sintam em casa. Queremos ser um motor de desenvolvimento para os estudantes e, neste momento, temos de choramingar – seja no IPDJ, na Câmara da Guarda, etc. Temos de aproveitar o que temos, o Bar Académico e as Semanas Académicas.

P – E como está a relação da nova direção com a presidência do Instituto Politécnico da Guarda?
R – Ainda somos novos e estamos a conhecer a presidência, mas eles são proativos connosco e disponibilizam-se sempre para ajudar no que for necessário. O presidente do IPG, o professor Joaquim Brigas, recebeu-nos de braços abertos – considero errada a forma de atuar da antiga direção para com o Politécnico.

______________________________________________________________________

Perfil:

Nome: David Oliveira
Presidente da Associação Académica da Guarda
Idade: 20 anos
Naturalidade: Monção
Currículo (resumido): Estudante do segundo ano de Gestão de Recursos Humanos no Instituto Politécnico da Guarda; Bombeiro e socorrista numa Organização de Voluntariado de Proteção Civil (OVPC) no Alto Minho
Livro preferido: “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente
Filme preferido: “Fight Club”
Hobbies: Músico

Sobre o autor

ointerior

Deixe comentário