Cara a Cara

«A primeira medida será definir uma estratégia para voltarmos a liderar o concelho da Guarda»

Escrito por ointerior

P – Na sexta-feira decorreram as eleições para a concelhia do PS da Guarda. Diana Santos venceu com 100 votos contra 85 da Lista B, de João Vaz. Qual é a reação aos resultados?

R – É um momento muito importante para o Partido Socialista da Guarda. Acabámos de abrir um novo ciclo. Eu estou muito feliz, só posso agradecer a toda a minha equipa que sempre esteve ao meu lado, muito empenhada, com muita vontade de realizar e de concretizar. As ideias que todos temos a fervilhar e, por isso, é um novo ciclo para o PS e vamos marcar. Vamos dar o exemplo e fazer toda a diferença no concelho da Guarda – assim o esperamos. Houve duas listas com um eleitorado de 232 militantes inscritos com capacidade de voto, por isso, esperava-se uma eleição bastante equilibrada e assim foi. A vitória não deixa dúvidas. Quero agradecer ao meu opositor, João Vaz, e conto com todos os elementos da Lista B, agora que já não há listas. Estamos todos unidos e vamos trabalhar em conjunto.

P – Qual vai ser a primeira medida deste mandato?
R – A primeira medida será, talvez, reunir a Assembleia Aberta, que era um dos projetos que eu tinha – reunir com os militantes antigos do PS para também os envolver e, juntos, pensarmos e começarmos a definir uma estratégia para voltarmos a liderar o concelho da Guarda.

P – Um dos motes para a candidatura era «renovar o partido», como vai fazer?
R – Trata-se de uma renovação de protagonistas de ideias, sobretudo de uma forma de estar na política. Nós entendemos a política como uma causa pública e uma causa nobre, e é essa verticalidade que temos que queremos trazer e que vamos trazer para o nosso dia-a-dia, fazer política.

P – Atualmente quais são as dificuldades e fragilidades da concelhia socialista da Guarda?
R – Temos uma grande dificuldade em atrair camadas mais jovens. Temos que trabalhar em conjunto com a Juventude Socialista e também com a estrutura das Mulheres Socialistas. Portanto, todas as estruturas têm que estar unidas, não só trabalhar com a vereação, mas também tentar implementar uma estratégia para mantermos influência com a Federação e também com a estrutura nacional. Temos que mostrar que somos capital de distrito, que importamos, e também temos que exigir esse apoio que nos é devido.

P – Quais vão ser os grandes focos para este mandato que agora começa?
R – Temos um compromisso claro: percorrer todas as 43 freguesias do concelho nestes dois anos com o nosso projeto “Assembleia Aberta”. Vamos para ouvir não só os militantes, mas os presidentes de Junta de Freguesia, as IPSS e todos os agentes locais. Queremos que o PS seja um partido aberto, um partido que saia desta sede, que vá para o território, que não se esqueça das freguesias, que não se esqueça da cidade também e, portanto, queremos ouvir todos. Queremos contar com todos. Queremos ter novos militantes e vamos trabalhar nesse sentido.

P – O que espera para os próximos dois anos?
R – As expetativas são muito positivas. Esta equipa é renovada e tem muita vontade de fazer e, portanto, amanhã será já um dia de trabalho. A expetativa é de fazer um ótimo trabalho e que, daqui a dois anos, todos os militantes, os que votaram em nós e os que não votaram, se sintam orgulhosos do trabalho realizado.

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DADOS DE PERFIL: 

Presidente da concelhia do PS na Guarda

Idade: 34 anos

Naturalidade: Guarda

Currículo (resumido): Investigadora Científica do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto. Membro da Direção do Centro Cultural da Guarda. Doutorada em Filosofia; Mestre em Comunicação Política; Licenciada em Linguística

Livro preferido:A Montanha Mágica, de Thomas Mann

Filme preferido: Trois couleurs: Bleu, de Krzysztof Kieslowski

Hobbies: Ler, escrever poesia, ouvir música, ir a concertos, museus, galerias, teatros, descobrir lugares de tranquilidade, conhecer culturas, formular ideias e contacto com a natureza.

Sobre o autor

ointerior

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