Sociedade

Suspeito de incendiar camião-palco na festa do Alvendre obrigado a tratamento ao álcool

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Escrito por ointerior

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 44 anos, suspeito da autoria de um crime de incêndio, explosões e outras condutas perigosas no palco de uma festa popular na localidade de Alvendre, no concelho da Guarda.
Os factos ocorreram no dia 3 de agosto, nas festas em honra de Nª Sra. do Rosário e Mártir São Sebastião, naquela aldeia próxima da Guarda, e resultaram «em danos estimados, até ao momento, em mais de 200 mil euros», adianta a PJ num comunicado enviado a O INTERIOR. O suspeito foi detido por inspetores do Departamento de Investigação Criminal de Guarda na passada quarta-feira, após ter tido alta do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, para onde foi encaminhado com queimaduras nos braços e na face. Presente no Tribunal da Guarda no dia seguinte, em primeiro interrogatório judicial, o suspeito saiu em liberdade ao final da tarde, mas ficou sujeito às medidas de coação de apresentações periódicas no posto policial da sua área de residência e obrigação de efetuar tratamento ao álcool.
«O homem, sob o efeito do álcool e de medicação, manteve um comportamento inapropriado com uma das bailarinas que ali atuava, tendo sido convidado a abandonar o recinto da festa», refere a Judiciária. Insatisfeito com a situação e movido por «sentimentos fúteis», o suspeito colocou-se sob o camião-palco, enquanto decorria a atuação do grupo musical Renovação 3 e das suas bailarinas, e terá ateado fogo às espumas de proteção e embalamento dos instrumentos e aparelhagens musicais guardados debaixo do palco. Em consequência do incêndio, três espetadores tiveram de ser assistidos nas urgências do Hospital da Guarda por intoxicação em resultado da inalação de fumos. «Além dos danos financeiros causados, não ocorreram outras consequências, tais como bens materiais e vida dos cidadãos que assistiam ao espetáculo, graças à pronta intervenção dos técnicos de som e das pessoas que assistiam ao espetáculo que, com a utilização de extintores, evitaram a propagação do incêndio», acrescenta a PJ. O inquérito é titulado pelo Ministério Público da Guarda.

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