Sociedade

Guardenses já pararam tratamentos por falta de fármacos

Escrito por Jornal O Interior

O problema da falta de medicamentos nas farmácias atingiu um novo recorde no primeiro semestre de 2019. De acordo com o jornal “Público”, são as regiões de baixa densidade – mais desfavorecidas a nível económico – que mais são afetadas por esta escassez.
Na Guarda, 5,4 por cento dos utentes afirmam já terem sido forçados a suspender tratamentos por falta de fármacos, de acordo com uma sondagem efetuada pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (Cefar) da Associação Nacional de Farmácias (ANF), citado pelo mesmo jornal. Em Castelo Branco quase 7 por cento relatam a mesma situação, sendo o terceiro caso mais grave em Portugal. Beja é o distrito onde esta percentagem é mais alta, atingindo os 9,3 por cento, o dobro da média nacional (5,5 por cento). Os dados resultam de um inquérito realizado em abril pela Cefar a 22.830 utentes em 2.097 farmácias de todo o país. No total, ficaram por aviar 46,7 milhões de embalagens, de acordo com notificações das farmácias. No mesmo período de 2018 tinham sido registadas 27,5 milhões de embalagens em falta.
Entre os medicamentos que mais escasseiam incluem-se fármacos para doenças crónicas como a diabetes, asma, doença pulmonar obstrutiva crónica e hipertensão, que, de acordo com o ANF, possuem alternativas genéricas, obrigando os doentes a marcar novas consultas médicas para alteração das prescrições. Entre as causas do problema são apontadas a exportação paralela (venda de medicamentos para países onde o preço é mais elevado), problemas de stock nas farmácias, quebras na produção ou descontinuação de produtos mais baratos pela indústria farmacêutica. O Infarmed afirma não haver razão para alarmismos e coloca em causa a viabilidade do estudo em questão.

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