Durante dois dias, produtores, enólogos e especialistas de vinho estarão na cidade mais alta para participar no 19º Concurso de Vinhos da Beira Interior, dinamizado pela Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI).
A concurso vão estar 95 néctares dos mais diversos produtores da Beira Interior e um painel de 15 provadores que os vão avaliar. O presidente da CVRBI, Rodolfo Queirós, sublinha que, além de se tratar de um concurso de vinhos, também é objetivo da organização «promover o território a nível do turismo e enoturismo, uma vez que todos os anos andamos de concelho em concelho a mostrar os ativos deste território». Do júri que vai avaliar, através de uma prova cega, os 95 néctares estão membros de Câmaras Municipais, provadores de diversas comissões vitivinícolas, área da comunicação, marketing, jornalistas da área dos vinhos e escanções, entre outros.
Como habitualmente, vão ser escolhidos o melhor vinho do concurso, o melhor vinho no feminino e o melhor rótulo, sendo também atribuídas medalhas de ouro e prata. Da totalidade dos vinhos a concurso, apenas 30 por cento poderão ser medalhados, sendo que o resultado do 19º Concurso de Vinhos da Beira Interior vai ser anunciado a 4 de julho, no castelo de Alfaiates, no Sabugal, onde serão também entregues os respetivos prémios.
Entretanto, no início deste mês realizou-se o concurso Portugal Wine Trophy 2026, que desta vez decorreu em Trás-os-Montes, que distinguiu os vinhos da Beira Interior com 49 medalhas de ouro, oito de prata e duas “Grande Ouro”. A região esteve à prova com 99 vinhos, num concurso que contou com um total de 1.172 vinhos inscritos de 35 países. As distinções máximas foram para o Quinta da Biaia – Reserva Branco (2020) e para o tinto Quinta dos Termos DOC Reserva Vinha das Colmeias (2023) (na foto). A apreciação esteve a cargo de 53 provadores internacionais oriundos de 14 países, distribuídos por 8 júris, assegurando uma avaliação rigorosa e independente.
«Os resultados alcançados evidenciam a qualidade crescente dos vinhos da Beira Interior e o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos produtores da região. As distinções obtidas refletem a singularidade dos seus “terroirs” de altitude, a riqueza do património vitícola regional e a aposta contínua na excelência e inovação», realçou a Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI).



