Região

GNR não vai encerrar postos no distrito de Castelo Branco

Escrito por Jornal O Interior

Garantia foi deixada pelo comandante do Comando Territorial nas comemorações do Dia da Unidade, que tiveram lugar na Covilhã

A GNR não vai encerrar nenhum posto no distrito de Castelo Branco e o projeto-piloto que foi testado em 2018 visava apenas otimizar os recursos, garantiu o comandante do Comando Territorial nas comemorações do Dia da Unidade, que este ano tiveram lugar na Covilhã no passado dia 27 de março.
«Não é intenção do Comando da GNR fazer qualquer proposta no sentido de encerramentos, porque me parece que o território é demasiado grande para haver uma concentração ou uma espécie de superpostos. A malha deve manter-se, agora o funcionamento e a sua organização deve ser minimizada nas áreas administrativas», afirmou o coronel Jorge Bolas. Quanto ao projeto-piloto implementado durante um mês nalguns postos do distrito e que criou receios da população relativamente a eventuais encerramentos, o oficia garantiu que «esse cenário de fechos nunca esteve em cima da mesa». Essa experiência destinou-se apenas a «concentrar áreas administrativas para libertar militares para a patrulha» e os resultados estão agora a ser analisados. «Melhorámos em todos os indicadores testados. Tivemos mais gente disponível, mais patrulhas, mais presença, maior concertação para a vida dos militares, mais disponibilidade, mais segurança», adiantou o comandante Jorge Bolas.
O responsável acrescentando que «aumentámos em 304 por cento o número de patrulhas de proximidade junto dos nossos idosos e populações mais distantes, passando de 48 para 194 patrulhas». Presente na cerimónia, o inspetor da Guarda, major-general José Luís Gonçalves, revelou que o Comando Territorial de Castelo Branco recebeu, no final de 2018, cerca de 30 novos guardas e oito novas viaturas, meios que permitiram compensar as 20 saídas de militares para o Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro.
Atualmente, o Comando Territorial de Castelo Branco tem um efetivo de 700 pessoas, mas o oficial admitiu que gostaria de ver esse número reforçado, até porque, dos 31 postos em funcionamento, 13 não são autónomos e funcionam em regime de atendimento reduzido, porque têm menos de 24 militares.

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