Região

Aldeias Históricas conseguem financiamento de 3 milhões de euros

Escrito por ointerior

As Aldeias Históricas de Portugal, que integram a rede das Aldeias Bauhaus da Europa, viram aprovado um financiamento de 3 milhões de euros para a segunda fase do projeto iniciado em 2022.
«Esta segunda candidatura, agora aprovada, vai assegurar a continuidade do projeto e permitir avançar para investimentos estruturantes», adiantou a coordenadora executiva da Rede das Aldeias Históricas de Portugal, Dalila Dias, à agência Lusa. A candidatura vai «trazer robustez» ao percurso iniciado em 2022, quando as Aldeias Históricas integraram a rede das Aldeias Bauhaus, através do consórcio EUROACE, que junta seis aldeias, de três regiões: Alentejo e Centro, em Portugal, e Junta da Extremadura, em Espanha. No âmbito da primeira candidatura «houve um trabalho de grande proximidade entre as seis localidades, com um diálogo muito aberto e próximo junto das comunidades para tentar identificar quais eram as maiores necessidades daquela população», referiu Dalila Dias.
Durante cerca de dois anos foram realizados “workshops” para perceber a realidade de cada uma das povoações e as dinâmicas entre elas e foram identificadas soluções, algumas das quais têm vindo a ser implementadas, de acordo com as especificidades destes territórios, nalguns casos com património classificado. Do trabalho no terreno sobressaiu «a importância das questões da necessidade de atividade económica, de mobilidade, mas também da identidade de cada uma das seis aldeias», disse. Dalila Dias acrescentou que será também necessário haver «uma equipa técnica que procure novas formas de financiamento, porque as coisas não podem durar apenas enquanto decorrem os projetos financiados». Um assunto que vai ser resolvido nesta segunda candidatura.
De resto, o projeto vai agora apostar em ações físicas, que respondam a anseios da população como «ter um espaço público mais verde, ou de mais soluções de mobilidade, ou outro tipo de intervenções». A coordenadora executiva da Rede das Aldeias Históricas deu o exemplo de «devolver um rio à população, para que as pessoas possam tirar mais partido daquilo que é o próprio leito do rio numa zona de lazer, numa zona de estar», em aldeias em que as pessoas já tiveram essa ligação e agora a querem recuperar. Outra possibilidade será criar um corredor verde que una os dois núcleos da povoação de Sortelha, «um com um capital histórico, arquitetónico, arqueológico, que é a Aldeia Histórica, e o outro, que no fundo foi a ampliação da própria localidade, fora muralhas».
A rede das Aldeias Históricas de Portugal esteve presente no Festival da Nova Bauhaus Europeia, que terminou no sábado, em Bruxelas, juntando criadores, inovadores e agentes de mudança dos vários países da União Europeia, para refletir sobre «como as comunidades podem trabalhar juntas para projetar casas e bairros mais sustentáveis, inclusivos e resilientes». A organização foi da Comissão Europeia, que adotou este ano o lema “Vida. Espaços. Edifícios”.

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