Há palavras unidas que se transformam em declarações, ou transportam a linguagem a uma elevação formal. Os ingleses utilizam as “frases verbo” que por vezes até contrariam a perceção do significado. Em Portugal, também podemos juntar duas palavras para sofisticar a linguagem. A divergência ponderada seria uma conversa educada entre oponentes, uma argumentação de visões diferentes com sentido para a abrangência de conteúdos. Outro conceito neste sentido é a ponderação da credibilidade, pois as ideias fortes podem ter más raízes, pés de barro. Assim, ouvindo a divergência e arguindo com ela, chegamos a uma sofisticação da ideia, melhoramos o conteúdo.
As ideias conduzem às opções e com estas tomam-se decisões. As decisões são, pois, apostas dentro do mundo dos conceitos e da plêiade de soluções. Uma aposta é uma oportunidade que se esgota em si mesma, mas abre todas as alternativas recusadas antes. Este é o primado da democracia quando vamos votar. Escolher dentro daquilo que nos é exposto! Hoje, o problema está 1. Na ausência da credibilidade; 2. Na radicalização das leituras; 3. Na falta de ponderação na divergência; 4. Na confusão de transparência com pornografia; 5. Na utilização de chavões abusivos como ciência, evidência; 6. No uso de demagogia sem limites como quando ouvimos as palavras importante, único, moderno; 7. Nas agendas programáticas contra as verdades dos outros, reduzindo a insultos as oposições.


