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Vendas de topos de gama aumentam na Guarda

Distrito acompanhou tendência nacional de incremento de viaturas vendidas em 2010

À semelhança do que sucedeu a nível nacional, em 2010, o distrito da Guarda também registou um aumento na venda dos automóveis ligeiros de passageiros, incluindo os denominados “topos de gama”, em relação a 2009.

A BMW é uma das marcas do segmento “premium” que registou um crescimento de 22 por cento nas vendas registadas na Matos & Prata, empresa concessionária da marca alemã para o distrito, enquanto que na média geral de todo o país o aumento foi de 28,5 por cento. Deste modo, o administrador José Prata considera 2010 um «ano positivo para a BMW», uma vez que «subiu consideravelmente» as vendas. Ainda assim, contrariamente à tendência generalizada, frisa que «não notámos uma grande corrida no mês de Dezembro», com excepção de algumas viaturas vendidas para empresas. Uma situação que o empresário justifica com o facto de que «o cliente BMW é um cliente bastante específico», cuja decisão de compra «muitas vezes não vem ao encontro da crise em geral». De resto, «o cliente foi comprando ao longo do ano e não esteve até ao final do ano para o fazer», até porque «desde muito cedo se começou a falar na questão da alteração dos impostos e do IVA, nomeadamente», daí que 2010 tenha sido marcado por uma «regularidade».

José Prata salienta que actualmente a BMW disponibiliza «segmentos mais baixos do que tínhamos no passado», sendo que «hoje temos carros desde 28 a 30 mil euros até outros bem mais caros», sublinha, frisando que a BMW «se tem vindo a adaptar à realidade do mercado europeu» e que «vendemos desde o “baixo-alto” até ao “muito-alto”». Quanto às perspectivas para 2010, embora se confesse um «optimista por natureza», o empresário reconhece que «não são boas» e defende que «a indecisão económica e política que paira no país está a influenciar as possíveis compras». Outra das marcas “premium” representada no distrito é a Audi, que alcançou um crescimento de 31 por cento nas vendas comparativamente com 2009, enquanto que nos modelos mais caros da marca, disponíveis a partir de 50 mil euros, esse incremento ficou-se pelos 26,9 por cento. Para Crespo de Carvalho, administrador da Egiquatro, «não se pode dizer que há uma corrida aos automóveis de luxo», sublinha, ao mesmo tempo que garante que «há crise porque verificamos que os modelos que se vendem mais são os mais acessíveis».

De resto, constata que «se o global do mercado cresceu 38,8 por cento e as marcas “premium” crescem menos não estamos de facto perante um fenómeno de que os ricos continuam a viver à larga e os pobres estão a fazer aforro». Já em relação a Dezembro, considera que foi «completamente anómalo» por causa de três razões: os aumentos do imposto sobre veículos (ISV) e do IVA, bem como a extinção do programa de incentivos ao abate de veículos em fim de vida. A Volkswagen é outra das marcas concessionadas pela Egiquatro e que no distrito registou um aumento nas vendas na ordem dos 42 por cento. Mais uma vez, os modelos mais vendidos foram dos mais acessíveis que a marca germânica disponibiliza, o Polo e o Golf. Sobre vaticínios para 2011, o empresário confessa que perspectiva um ano «bem pior que 2010», adiantando que se estima que o presente ano «ficará eventualmente ao nível de 2009 que representa em Portugal 50 por cento do melhor ano em termos de vendas que já tivemos até hoje que foi 2001, quando se venderam 320 mil unidades». Em 2009 venderam-se perto de 161 mil unidades e em 2010 o número subiu para 223 mil.

A Mercedes é outra das marcas “premium” com representação no distrito da Guarda, mas apesar das diversas tentativas não foi possível obter os dados relativos às vendas dos dois últimos anos junto do concessionário Finiclasse 2000. Já a nível nacional, de acordo com números disponibilizados pela ACAP-Associação Automóvel de Portugal, a marca conheceu um crescimento nas vendas de 31,3 por cento, mas durante o último mês de 2010 teve um aumento de 148,1 por cento.

Ricardo Cordeiro BMW registou um aumento nas vendas de 22 por cento no distrito

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