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Sonho reavivado

Vitória sobre Figueirense permite ao Aguiar da Beira encurtar distância para a liderança do Distrital

Apesar de desfalcado de vários titulares, o Aguiar da Beira conseguiu derrotar a “parada de estrelas” do Ginásio Figueirense e continua a sonhar com o título de campeão distrital. O jogo era de vital importância para os comandados de Totá, sem qualquer vitória em casa, que ainda beneficiaram do empate caseiro do Fornos, agora líder isolado da competição.

A partida começou equilibrada e o primeiro sinal de perigo apenas aconteceu aos 15 e para os visitantes, quando Cédric surgiu na esquerda, com espaço, a rematar para defesa fácil de Bruno. Volvidos cinco minutos, Tino fez o único golo do encontro. Nuno Sena apontou um livre na direita para a entrada da pequena área, onde o central aguiarense subiu mais alto que toda a gente e cabeceou vitorioso. No minuto seguinte, também na sequência de um livre, um atleta do Figueirense – que, dada a nossa posição, não conseguimos identificar – introduziu a bola na baliza do Aguiar, mas o lance foi invalidado por indicação do árbitro assistente. Em desvantagem no marcador, os visitantes sofreram mais um revés perto da meia-hora quando o influente Faneca se lesionou e foi substituído por João Vítor. Aos 32 ficaram dúvidas num lance na área visitante, em que Ricardo surgiu estatelado no chão após disputa de bola com um defensor contrário. Na resposta, aos 34 , Camilo, de livre de fora da área, rematou rente à trave da baliza de Bruno. Logo depois, Boneco foi obrigado a fazer uma grande defesa após uma boa combinação, à entrada da área, entre Ricardo e Varandas.

No regresso das cabines, o Figueirense entrou com vontade de alterar o rumo dos acontecimentos e esteve muito perto de empatar aos 47 . Beto teve uma boa incursão pela direita e obrigou Bruno a defesa apertada com os pés, com a bola a sobrar para Camilo que desviou perto do poste direito. Neste período quem comandava era a equipa de Manuel Barbosa e, aos 54 , esteve, de novo, perto do golo. Zé Santos foi à linha cruzar para perto da baliza, onde Bruno Coutinho não conseguiu chegar ao esférico por pouco. Mas aos 61 o Figueirense beneficiou de um penalti, que pareceu não ter existido. Ao sentir Luís aproximar-se, David ter-se-á atirado ao chão, só que Luís Brás não teve dúvidas e apontou de pronto para a marca de grande penalidade. Contudo, chamado a converter, Bruno Coutinho rematou muito denunciado e permitiu a defesa. O Aguiar entregou o domínio do jogo ao adversário, sem nunca descurar as rápidas saídas para o contra-ataque. Aos 67 , Paulo Jacinto fez uma boa diagonal da direita para o centro e serviu na perfeição João Vítor, que, em zona frontal, à entrada da área, fez um “passe” para as mãos de Bruno.

Passados dois minutos, Luís marcou para o Aguiar, mas o lance foi invalidado por indicação do assistente. A um quarto-de-hora do fim, Luís Brás poupou o segundo amarelo a Simões, que cortou a bola com a mão à entrada da área. Do livre, Camilo bateu muito por cima. Até final, o Figueirense intensificou a pressão com as entradas de Zé Tó e de Luís Paulo, mas o lance mais perigoso que criou aconteceu aos 98 , com Bruno Coutinho, apertado por Tino, a rematar ao lado. Luís Brás protagonizou alguns erros que poderiam ter tido influência no resultado final.

Ricardo Cordeiro

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