Arquivo

PJ apreende 2,3 toneladas de haxixe a caminho de Espanha

Dois dos quatro detidos são residentes na zona da Guarda e ficaram em prisão preventiva

A Polícia Judiciária (PJ) da Guarda apreendeu, na semana passada, cerca de 2,3 toneladas de haxixe que se destinavam, presumivelmente, ao mercado espanhol e deteve quatro indivíduos, dois deles residentes no distrito.

A operação decorreu na zona de Estremoz (Alentejo) e envolveu elementos do Departamento de Investigação Criminal (DIC) guardense, que estava a vigiar estas movimentações há alguns meses no âmbito de um inquérito, e da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes. «Na terça-feira foi possível localizar e seguir uma carrinha suspeita que, ao que tudo indica, viajava para Espanha. A viatura foi interceptada na auto-estrada A6, nas proximidades de Estremoz, tendo-se confirmado que transportava 76 fardos de haxixe muito bem dissimulados debaixo de móveis e colchões novos, representando um peso total de 2.296 quilos», adiantou o coordenador da PJ. Artur Vaz acrescentou que dois homens foram detidos, um residente no distrito da Guarda e outro de nacionalidade italiana.

Investigações posteriores permitiram deter nesse mesmo dia outros dois suspeitos, mas na zona de Setúbal, um dos quais de nacionalidade marroquina e outro oriundo da zona da Guarda. «A Judiciária tem fortes indícios de que estes quatro homens integram uma rede de tráfico de droga internacional que se dedicava a abastecer o mercado espanhol», referiu Artur Vaz. Nesse sentido, foram ainda apreendidos diversos objectos e documentos relacionados com as actividades ilícitas deste quarteto. A PJ admite que o haxixe era proveniente de Marrocos e passava por Portugal, com destino ao país vizinho. Segundo o coordenador da Judiciária da Guarda, os dois portugueses não têm antecedentes criminais, o mesmo acontecendo com os detidos estrangeiros. «Até agora, as autoridades não encontraram qualquer referência a nenhum deles nas bases de dados internacionais», disse.

Com idades compreendidas entre 27 e 45 anos, os quatro suspeitos foram ouvidos pelo juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa e ficaram em prisão preventiva. Já o haxixe apreendido foi depositado no cofre-forte da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes para ser destruído.

Luis Martins

Sobre o autor

Deixe comentário