A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) acusa o Ministério da Educação de querer «impor, sem negociar», um plano de organização do próximo ano escolar que poderá eliminar «cerca de 10 mil horários de trabalho».
Em comunicado divulgado na terça-feira, a FENPROF diz ter recebido o projecto de despacho na sexta-feira passada, com a indicação de que lhe teriam sido «concedidos» cinco dias consecutivos (três dos quais úteis) para enviar eventuais contributos. Sublinhando que, em 2008, foi assinado com o ministério um memorando de entendimento sobre o carácter obrigatório da negociação dos horários dos docentes, o secretariado nacional da FENPROF refere que a ministra Isabel Alçada quer «revogar» as regras então definidas, abrindo caminho à «supressão de milhares de postos de trabalho».



