Durou apenas sete minutos a reunião privada do executivo covilhanense onde foram apresentadas e aprovadas as contas do município, juntamente com as das empresas municipais. A votação dos documentos teve apenas o voto contra do vereador da oposição eleito pelo CDS e cinco votos a favor dos eleitos socialistas. Já Carlos Pinto, do movimento “De Novo Covilhã” esteve novamente ausente sem se fazer representar.
À margem da reunião, Vítor Pereira esclareceu apenas que «o total da dívida, de médio e longo prazo, no final de 2016 era de 72 milhões 469 mil euros, o valor no final de 2017 era de 66 milhões 262 mil euros. Verifica-se assim uma redução no valor de 6,2 milhões de euros, ou seja um decréscimo de 9 por cento». Para o presidente da câmara estes números indicam uma «trajectória de recuperação e consolidação financeira e as contas em apreço dizem bem da saúde financeira do município, que estamos, dia a dia, a tentar melhorar e, ao mesmo tempo, satisfazendo os interesses dos nossos munícipes.»
Quem não se mostrou convencido foi Nuno Reis, que considera que os números demostram «resultados péssimos», referindo-se às dívidas de curto prazo que aumentaram em 900 mil euros do ano 2016 para o ano 2017, e o resultado líquido negativo do exercício agravado em 600 mil euros de 2016 para 2017, ultrapassando no final do ano passado os dois milhões e 440 mil euros». Para o eleito do CDS «as contas consolidadas, aprovadas na reunião de sete minutos, refletem uma gestão saco e de saque, onde as empresas municipais são utilizadas e prejudicadas pela câmara para fazer a sua gestão de interesses e influências».
Entretanto, as contas consolidadas foram já aprovadas em Assembleia Municipal.



