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«A falta de jovens na região também está a afetar a Filarmónica Recreativa Carvalhense»

Cara a Cara – Manuel António Serra

P- Qual a situação atual da Filarmónica Recreativa Carvalhense (FRC)?

R- A Filarmónica Recreativa Carvalhense trabalha arduamente para manter o seu nível artístico e o prestígio que granjeou ao longo dos anos, quer no país que no estrangeiro.

P- Quantos músicos têm a FRC no ativo?

R- Atualmente a Filarmónica Recreativa Carvalhense conta com quarenta elementos no ativo.

P-Sabemos que tinham alguns problemas no edifício da sede, neste momento estão resolvidos?

R- Os problemas existentes no edifício da nossa sede social eram ao nível da cobertura que causava algumas infiltrações, provocando a degradação das paredes interiores e que atualmente se encontra definitivamente resolvido.

R- Que apoios/ subsídios tem a coletividade?

P- O apoio que a Filarmónica dispõe é a cotização dos associados. Os subsídios são da Junta de Freguesia, da Câmara Municipal da Covilhã, da Fundação Inatel e da associação Rude.

P- O atual executivo da Câmara Municipal da Covilhã tem colaborado com a instituição?

R- Até à presente data, o executivo da Camara da Covilhã não tem colaborado com a Filarmónica Recreativa Carvalhense. Mas estou convicto que a situação será ultrapassada.

P- Quais são as perspetivas para 2015?

R- As perspetivas para 2015 são manter o nível artístico da Filarmónica Recreativa Carvalhense, apostar na formação de novos executantes oriundos da nossa escola de música, proporcionar aos associados eventos de índole cultural e recreativo de qualidade e, a longo prazo, fazer a renovação do instrumental e do fardamento.

P- Tem sido fácil resistir à crise e à desertificação?

R- Não tem sido fácil resistir à crise no sentido em que as atuações e os apoios concedidos à Filarmónica são em menor número, o que motiva menos receita e condiciona os órgãos sociais desta coletividade a atingirem muitas das vezes os objetivos a que se propõem. No que à desertificação diz respeito, a Filarmónica Recreativa Carvalhense não é exceção em relação às suas congéneres/associações, sentido a falta de massa humana, sobretudo jovens, para as suas fileiras, para ingressarem nos órgãos sociais, o que coloca em causa o futuro e a sobrevivência das instituições.

Manuel António Serra

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