O Municipal de Manteigas engalanou-se no passado domingo para assistir à festa da Associação Desportiva local, que venceu o Figueirense por 2-0 e sagrou-se campeã distrital da Guarda. Quando ainda faltam disputar quatro jornadas para o final da prova, a formação orientada por Nando Ribeiro fez história ao garantir uma subida inédita à IIª Divisão Nacional.
Os campeões dificilmente poderiam ter tido melhor início de jogo, pois logo aos 4’ Titá, melhor marcador da equipa, inaugurou o marcador com um remate cruzado e fez o seu 24º golo do campeonato. Empolgados com o golo e o apoio do muito público presente na bancada, os manteiguenses logo procuraram o segundo que lhes desse maior tranquilidade mas revelaram-se muito perdulários. Aos 27’, Rúben Nogueira serviu Renato que tocou de calcanhar para Fábio Nogueira, mas este atirou rasteiro para defesa do guardião figueirense. Volvidos oito minutos, o Manteigas voltou a estar perto do segundo golo quando Fábio Sousa fez um cruzamento/remate na direita que Sapata, atento, sacudiu para canto. Aos 45’, Renato cruzou na esquerda e Mateus, solto de marcação, cabeceou por cima.
O Manteigas voltou a entrar dominador na segunda parte e a ansiedade dos atletas parecia crescer à medida que iam desperdiçando oportunidades. Aos 54’, Titá, na direita, atirou cruzado rente ao poste e cinco minutos depois o avançado apareceu isolado frente a Sapata, mas rematou ao lado. Aos 65’ foi a vez de Fábio Nogueira rematar para defesa com os punhos do guardião figueirense. Passados dois minutos foi Rúben Nogueira quem cabeceou rente à trave e logo depois o Figueirense quase silenciava a assistência quando, na sequência de um livre de Tiago, Alfredo falhou o desvio por muito pouco. Até que aos 78’, Rúben Nogueira fez o segundo golo e os adeptos da casa respiraram de alívio. Após cruzamento da direita, Fábio Nogueira serviu o jovem médio que passou por Rui Silva e atirou cruzado.
Pouco depois, o Figueirense voltou a importunar o último reduto do Manteigas com Silva a falhar a emenda à boca da baliza, mas o resultado não sofreu mais alterações. E assim que André Rafael, que fez um trabalho positivo, apitou pela última vez houve uma “explosão” de alegria dentro e fora do relvado. Na hora dos festejos, o técnico manteiguense considerou que o título é a «consumação de um trabalho muito sério feito ao longo da época que deu os seus frutos», sendo que «os grandes obreiros deste excelente campeonato são os jogadores». Nando Ribeiro, que já treinou nos Nacionais, mostrou-se disponível para continuar, defendendo que, para a IIª Divisão, o Manteigas necessita «essencialmente de mais trabalho», mas também de «quatro, cinco jogadores para compor algumas lacunas que a equipa tem».
Já o presidente do clube sublinhou que o título foi o «culminar lógico» da época feita pela «melhor equipa do campeonato». Para a estreia nos Nacionais, João Leitão promete uma equipa «competitiva, com os pés assentes na terra e que irá dignificar o concelho de Manteigas e o distrito», sendo que a base do plantel campeão vai continuar e que os reforços serão contratados «numa lógica regional».
Ricardo Cordeiro


