Os autarcas de Gouveia e Seia esperam que o Governo inclua os IC’s da Serra da Estrela no lote de investimentos prioritários até 2020.
«A exclusão dos IC6, IC7 e IC37 do relatório do grupo de trabalho para as infraestruturas de elevado valor acrescentado é um desiderato que urge ser esclarecido com carácter de urgência, porque vem contrariar as posições públicas do próprio Governo», declarou Carlos Filipe Camelo. O edil de Seia recorda que, na última campanha autárquica, o secretário de Estado dos Transportes disse «que a prioridade das prioridades era a construção da auto-estrada Viseu-Mealhada e que a segunda seriam os itinerários complementares da Serra da Estrela». Dizendo-se «estarrecido», o presidente do município de Seia defende que «o desenvolvimento é um direito de todos e não apenas de alguns. É hora de dizer basta a este tipo de governação que condena à morte o interior do país». Nesse sentido, já solicitou audiências ao presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC) e o secretário de Estado dos Transportes para voltar a defender a construção destas estradas «necessárias para o desenvolvimento da região».
Luís Tadeu concorda, mas devido à crise considera necessário «priorizar» projetos tendo em conta «o número de concelhos que servem». E para o presidente da Câmara de Gouveia não há dúvidas que «o mais importante é o IC7», que corresponde à antiga Estrada da Beira. «O IC7 (Venda de Galizes/Seia/Gouveia/Celorico da Beira) é o itinerário complementar prioritário. Pelo menos este deve ser consagrado, porque serve os vários concelhos e é um eixo rodoviário fundamental na nossa região em termos de transporte de pessoas e de trocas de bens», justificou o autarca.


