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Aprovado corte de 10 por cento nas pensões da função pública acima de 600 euros

O Governo aprovou hoje a proposta de lei que estabelece a convergência de pensões entre o sector público e o sector privado, reduzindo em 10 por cento as pensões de valor superior a 600 euros.

Tal como tinha sido discutido com os sindicatos, que entretanto pediram uma negociação suplementar, a proposta confirma a redução ou recálculo das pensões de aposentação e de reforma em pagamento em 1 de janeiro de 2014 de valor mensal superior a 600 euros. Ficam de fora do corte as pensões dos aposentados com idade superior a 75 anos. O limite geral de isenção fixado nos 600 euros sobe 150 euros de cinco em cinco anos a partir dos 75 anos de idade.

As pensões de reforma extraordinária ou de invalidez dos deficientes das Forças Armadas não são alteradas. A proposta de lei revoga também as normas que estabelecem acréscimos de tempo de serviço com efeitos a partir de 2014, sem prejuízo da aplicação desses acréscimos aplicados ao tempo prestado até 2013. A reforma do Governo elimina ainda, para prestações a atribuir no futuro, a possibilidade de um aposentado ou reformado que se encontre legalmente a exercer funções públicas optar por receber a pensão em detrimento da remuneração.

O Governo estima em quase 1.100 milhões de euros o impacto da convergência de pensões entre o sector público e o sector privado. O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, revelou na conferência de imprensa que se seguiu à reunião semanal do Conselho de Ministros que «o défice da Caixa Geral de Aposentações representa atualmente 21,6 por cento do produto interno bruto (PIB) e este conjunto de medidas permite que o défice desça para 2 por cento do PIB».

O impacto orçamental deste corte nas pensões dos funcionários públicos acima dos 600 euros tem um efeito direto de 720 milhões de euros, montante a que se soma um impacto de mais 350 milhões de euros decorrente do aumento da contribuição das instituições dos 20 por cento atuais para 23,5 por cento.

Comentários dos nossos leitores
António Santos Carvalhinhapenhaf20@gmail.com
Comentário:
Deve ser criado um teto máximo em Portugal, como tem a Suíça, de 1.500 euros nas reformas e pensões por uma questão de justiça social.
 

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