A integração na aliança universitária europeia UNITA permite ao Instituto Politécnico da Guarda (IPG) «ganhar escala» e reforçar a sua capacidade de ação, apesar da sua «dimensão moderada», disse Joaquim Brigas na abertura da primeira reunião anual de 2026 daquela organização.
A UNITA Week decorreu na Guarda, na semana passada, com a participação de 12 instituições de ensino superior de Espanha, França, Itália, Roménia, Suíça, Ucrânia e Portugal localizadas em zonas transfronteiriças e de montanha. Na sessão inaugural, o presidente do IPG admitiu que o Politécnico é, «à escala europeia, uma instituição de dimensão moderada, mas ao integrar uma aliança desta natureza ganha escala, reforça a sua projeção e amplia a sua capacidade de ação». No seu discurso, o responsável acrescentou que esta participação na UNITA tem um significado estratégico, uma vez que permite que uma escola superior situada num território de montanha e de fronteira participe ativamente numa rede europeia de ensino superior, investigação e inovação. «Permite-nos criar novas ofertas formativas, mais pluridisciplinares, mais transversais e mais ajustadas às exigências do presente e do futuro e desenvolver graus conjuntos, duplas titulações e microcredenciais de elevada qualidade académica e científica», realçou.
Para Joaquim Brigas, «a UNITA reforça a projeção internacional do IPG, amplia a mobilidade académica dos seus estudantes, docentes e investigadores e desenvolver projetos de investigação científica em parceria com universidades de vários países europeus». Entre os projetos em curso, o responsável destacou o lançamento, ainda este ano, do primeiro doutoramento na instituição guardense, na área das Ciências Biomédicas e Biotecnológicas, em cooperação com a Universidade de Saragoça, de Espanha. Outras áreas estratégicas para o Politécnico no âmbito da UNITA são as tecnologias para a logística, as ciências biomédicas e biotecnológicas, as energias verdes e renováveis e as tecnologias para a defesa. «São áreas em que o Plano Estratégico 2030 do Politécnico da Guarda, e as prioridades da UNITA, se articulam com o Relatório Draghi e com a orientação da Comissão Europeia expressa na Bússola para a Competitividade», lembrou o presidente do IPG.
Presente na sessão, Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda, destacou o papel estratégico do Politécnico no desenvolvimento da cidade e da região. «O IPG tem um papel fundamental na estratégia de desenvolvimento definida para o concelho, nomeadamente no âmbito da Agenda Guarda 2040, que pretende transformar o ecossistema de conhecimento local num motor de crescimento com impacto regional e europeu», afirmou o antigo aluno da instituição, onde se formou em Engenharia Mecânica. O autarca realçou também o aumento das unidades de investigação do Politécnico avaliadas positivamente pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), que passaram de três para seis. «O desenvolvimento do ensino superior e da investigação científica constitui um dos pilares essenciais para afirmar a Guarda como um território de conhecimento, inovação e atração de talento», assumiu.
A UNITA Week Guarda 2026 reuniu durante três dias reitores e representantes das universidades parceiras da aliança em reuniões dedicadas a temas como governação, qualidade institucional, educação ao longo da vida e impacto dos projetos desenvolvidos no âmbito da rede. Portugal está representado pelo IPG e pela Universidade da Beira Interior (UBI).



