“Atenção! Mais Carga Não”
Na Europa, 25% dos trabalhadores queixam-se de dores nas costas e 23% queixam-se de dores nos músculos. As lesões músculo-esqueléticas (LME) são o problema de saúde relacionado com o trabalho mais comum na Europa e afectam milhões de trabalhadores.
Sob o lema “Atenção! Mais Carga Não”, a campanha de 2007 da Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho quer combater este tipo de lesões a partir de uma abordagem assente em 3 aspectos: as entidades patronais, os trabalhadores e as entidades governamentais devem trabalhar em conjunto na prevenção das LME e as medidas devem ter em conta «todas as cargas exercidas sobre o corpo» (o que abrange o stress, as pressões ou os factores ambientais, como, por exemplo, os ambientes de trabalho frios). A campanha defende ainda que as entidades patronais devem gerir a reabilitação e a reintegração dos trabalhadores vítimas de LME relacionadas com o trabalho.
Lutar contra a obesidade
Combater a obesidade é o principal objectivo de um Livro Branco da Comissão Europeia que apresenta uma série de propostas para que a União Europeia combata os problemas de saúde relacionados com a nutrição, o excesso de peso e a obesidade.
Este documento, que sublinha como é importante permitir ao consumidor que escolha com pleno conhecimento de causa e tenha acesso a uma alimentação saudável, apela à indústria alimentar para que trabalhe na reformulação das receitas, reduzindo, nomeadamente, os respectivos teores de sal e gorduras.
O documento refere também os benefícios decorrentes do exercício físico, incitando os Europeus à sua prática. A má alimentação e a ausência de exercício regular estão relacionadas com seis dos sete grandes factores de morbilidade na Europa.
Promover a doação e o transplante de órgãos
A Comissão Europeia quer reforçar a cooperação entre os Estados membros no domínio da doação e transplante de órgãos e vai elaborar uma directiva para estabelecer normas de qualidade e de segurança neste domínio.
Para tal, vai ser criado um cartão europeu de doador de órgãos. Uma sondagem Eurobarómetro revela que 81% dos europeus são favoráveis à utilização dum cartão de doador de órgãos, mas apenas 12% possui actualmente um desses cartões. Embora o número de doações e de transplantes tenha aumentado constantemente na UE, continua a haver muitos entraves, nomeadamente a escassez de doadores e a divergência entre normas de qualidade e de segurança dos diversos países.
Esta Coluna é da responsabilidade da Representação em Portugal da Comissão Europeia


