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Bombeiros com feriado problemático

Mais de 300 voluntários combateram fogos em Cótimos (Trancoso) e Barco (Covilhã) na última terça-feira

Ao final da noite de terça-feira continuava por controlar o incêndio que tinha deflagrado durante a tarde na freguesia do Barco, no concelho da Covilhã. As chamas estavam a ser combatidas por mais de 220 bombeiros, cujo trabalho estava a ser dificultado pelo vento e pelos difíceis acessos numa área de mato. Pelo contrário, às 22 horas já estava circunscrito o fogo de Cótimos (Trancoso).

No Barco a situação estava muito complicada e, apesar do avançar da noite e da descida das temperaturas, o coordenador do Comando Distrital de Castelo Branco, Rui Esteves, considerava ser difícil prever quando é que o incêndio poderia estar circunscrito: «Depende da forma como conseguirmos progredir no terreno com as máquinas de rasto e, naturalmente, como o vento soprar. Se ele continuar com esta intensidade, que é bastante forte, o nosso trabalho ficará muito difícil», disse. Este fogo era o que mobilizava mais bombeiros na noite de terça-feira. Em Cótimos, no concelho de Trancoso, as chamas deflagraram pouco antes do meio-dia e chegaram a ocupar 95 homens. José Paixão, dos Bombeiros Voluntários de Trancoso, adiantou que o fogo começou em dois locais distintos praticamente ao mesmo tempo. «Houve dois focos de incêndio com uma distância de 500 metros entre eles, numa zona de mato e pinhal», explicou. Durante a tarde de terça-feira registou-se ainda outro incêndio no concelho do Fundão, com duas frentes em Capinha e Telhado.

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