Região

Mêda continua sem orçamento para 2019

Um mês depois da proposta de orçamento para o próximo ano ter sido chumbada por maioria no executivo camarário, Anselmo Sousa ainda não apresentou um novo documento

É ainda uma incógnita o orçamento de 2019 da Câmara Municipal da Mêda. A menos de um mês do final do ano, o presidente da autarquia, Anselmo Sousa, que governa em minoria, ainda não remeteu ao executivo uma proposta alternativa depois do chumbo registado no início de novembro. Os dois eleitos do CDS-PP e o vereador do PSD votaram contra a primeira versão dos documentos previsionais para o próximo ano, com uma dotação de cerca de 12 milhões de euros.
Cerca de um mês depois «está tudo na mesma», pois, segundo disse César Figueiredo a O INTERIOR, «o presidente ainda não apresentou nenhuma alternativa de governação para a Mêda». O vereador centrista considera que não se pode olhar apenas para as contas de 2019, pois em causa «estão os próximos três anos e as pretensões dos munícipes». Anselmo Sousa governa a autarquia numa maioria relativa, elegeu apenas dois vereadores, o que faz César Figueiredo acreditar que a oposição tem «uma tomada de posição e é necessário um consenso para o bem da Mêda e o futuro do concelho», pelo que considera ser «mais importante um consenso da maioria (oposição) do que da minoria».
Dizendo-se consciente de que o CDS não foi a força mais votada nas últimas autárquicas, o antigo presidente da Junta da cidade afirma ter «uma dimensão que o PS tem de ouvir» e garante também que a sua posição «não é só criticar, mas procurar um caminho conciliador», está por isso disponível para «negociar os problemas das pessoas». Por enquanto, o vereador mantém a «expetativa» do que poderá vir, uma vez que com os vereadores do CDS «ainda não foi discutido mais nada do Orçamento». Aguarda, contudo, uma «discussão de fundo do que queremos para o nosso concelho», sublinha o eleito. À procura de «um caminho diferente» para o concelho, César Figueiredo diz estar «disponível» para «reunir e discutir estas questões» com o autarca socialista, mas considera que é Anselmo Sousa que «tem a obrigação de tomar a iniciativa».
Contactado por O INTERIOR, o único eleito do PSD numa autarquia que já foi bastião do partido, Aires Amaral, voltou a declarar que prefere «aguardar» os próximos desenvolvimentos e só falar quando o orçamento for aprovado pelo executivo. Apesar das várias tentativas, Anselmo Sousa não esteve disponível para prestar declarações sobre o assunto. O INTERIOR sabe, no entanto, que a Assembleia Municipal agendada para dia 14, onde era suposto ser votado o orçamento, já foi adiada para dia 28.

Sobre o autor

Ana Eugénia Inácio

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