O Agrupamento de Escolas de Trancoso (AET) iniciou o ano letivo 2026/2027 com um crescimento no número de alunos. Numa região marcada pela perda de população, o agrupamento contraria a tendência e regista, pelo terceiro ano consecutivo, um aumento do número de alunos, que se aproxima dos 690 estudantes.
Desses, cerca de 23 por cento estão abrangidos pela Ação Social Escolar e acolhe estudantes de 17 nacionalidades. O AET aponta a leitura «como base do sucesso» e, entre as medidas de promoção do sucesso educativo, coloca a leitura no centro «por ser a competência que dá acesso a todas as outras aprendizagens, articulada com o trabalho da Biblioteca Escolar e com os planos de inovação curricular», assentando numa avaliação «mais formativa que acompanha o aluno ao longo do percurso e orienta a melhoria, em vez de se limitar a classificar no final», indicou Armando Neves, diretor o AET.
O início do ano escolar fica também marcado pelo arranque do RISE AET – Laboratório de Inovação Pedagógica, «uma estrutura que estuda, com método e regras, a utilização da Inteligência Artificial ao serviço da educação», numa abordagem «prudente e faseada». O ponto de partida é um «piloto pequeno e supervisionado, com o princípio de que tudo o que a tecnologia produz passa pelo juízo de uma pessoa». O objetivo é «libertar tempo do trabalho repetitivo para o devolver àquilo que só as pessoas fazem, o acompanhamento e a relação com cada aluno», acrescentou o responsável.
A oferta educativa do AET integra cerca de 18 clubes e projetos, do Ubuntu ao Ciência Viva, da Programação e Robótica ao Parlamento dos Jovens, do Eco-Escolas ao Co(m)Texto e Realidade, a que se junta a internacionalização com a acreditação Erasmus+ e o selo “eTwinning”. É através desta oferta que a escola procura «garantir a formação integral dos alunos, a cidadania, a solidariedade, a criatividade e a inovação, oferecendo a todos aquilo que, noutros contextos, muitas famílias têm de procurar fora da escola», justificou o diretor do Agrupamento trancosense. Segundo Armando Neves, «num território do interior, a escola não é uma desvantagem à espera de ser resolvida, mas um laboratório onde se inventam respostas», porque «começar mais um ano a crescer, com mais leitura e mais inovação, é a prova de que vale a pena continuar».



