A Assembleia da República aprovou, por maioria, na sexta-feira um projeto de resolução do Chega que recomenda ao Governo a «reposição urgente» da oferta ferroviária e a adoção de medidas de mitigação na Linha da Beira Baixa, entre a Guarda e Abrantes.
Votaram a favor os deputados do Chega, PS, IL, BE, PAN e JPP, enquanto o Livre, PSD, PCP e CDS-PP abstiveram-se. Na sequência da tempestade Kristin e das intempéries que se lhe seguiram, a Linha da Beira Baixa sofreu uma «interrupção prolongada da circulação ferroviária» nalguns troços, situação que tem provocado «constrangimentos severos à mobilidade das populações». Por isso, os deputados recomendam ao Governo que proceda «à reposição urgente da oferta ferroviária na Linha da Beira Baixa, assegurando, sempre que tecnicamente possível, a circulação de serviços Intercidades no troço entre Castelo Branco e a Guarda». Segundo os parlamentares, a oferta diária, em particular no troço entre a Covilhã e a Guarda, «foi reduzida de dez para quatro comboios, comprometendo as deslocações essenciais, como os acessos a cuidados de saúde, ensino e para as entidades empregadoras».
«A tudo isto acresce que a reparação da via ferroviária junto ao rio Tejo poderá prolongar-se por várias semanas, agravando o isolamento de um território já marcado pela insuficiente cobertura de transportes públicos». Os deputados pedem ainda a adoção de medidas de mitigação imediatas «que garantam alternativas eficazes de mobilidade às populações afetadas, designadamente através da articulação entre transporte ferroviário e serviço rodoviário de substituição». Além disso, é também solicitado ao Governo que avalie a extensão dessas soluções ao troço Castelo Branco-Vila Velha de Ródão, atualmente sem serviço ferroviário, assegurando a continuidade das ligações até Abrantes, no distrito de Santarém, e «promova a reposição do prolongamento do serviço Intercidades da Linha da Beira Alta até à Covilhã, suprimido em 2022».



