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Vinho “Bodas de Diamante” nos 75 anos da Adega Cooperativa de Pinhel

Escrito por ointerior

A Adega Cooperativa de Pinhel celebrou, no sábado, 75 anos de atividade com o lançamento do vinho “Bodas de Diamante” Velha Reserva, criado especialmente para a efeméride com uvas colhidas em 2021 e engarrafado em 2025.
As comemorações contaram com a presença do secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, e incluíram uma visita às instalações da Adega para conhecer os mais recentes investimentos na melhoria do processo produtivo. Na ocasião foi inaugurada a estação de tratamento de águas residuais industriais (ETARI), que representou um investimento de 500 mil euros. Realizou-se ainda uma sessão solene, onde foram lembrados os fundadores, entre eles Alberto Ferreira de Sousa, Ernesto Torres Furtado e José Dias Coelho. Para Agostinho Monteiro, que há 20 anos dirige à Adega pinhelense, eles estarão “orgulhosos” do percurso da cooperativa fundada em 1951. «O processo não foi fácil, mas houve da sua parte uma persistência junto das entidades e dos viticultores e, hoje, eles estariam orgulhosos dos frutos que esse trabalho produziu», disse a O INTERIOR.
Em 2025, a Adega de Pinhel atingiu a maior produção de sempre, num total de 18,9 mil quilos de uvas. «Somos uma instituição em desenvolvimento, a tentar cimentar o seu crescimento, como tem havido na nossa casa. Deixamos de aceitar novos sócios porque a nossa capacidade de resposta está no limite, mas penso que o futuro é positivo», considerou. Atualmente conta com 1.400 sócios e um portfólio de vinhos bastante heterogéneo com 15 referências, com destaque para o D. Manuel I. «O Sinfonia e o Porta de Marialva também já estão a atingir uma dimensão interessante», acrescentou.
Em termos de vendas, Agostinho Monteiro adiantou que a campanha 2025 «está colocada» e que os associados vão receber cerca de 0,33 euros por quilo duro. «A nossa faturação rondará os 8 milhões de euros e teve este ano um incremento significativo porque tivemos mais produção. Penso que a liquidação há de andar perto dos 6,3 milhões de euros», referiu o presidente da direção da Adega de Pinhel. Para Agostinho Monteiro, a longevidade da instituição merecia «uma reflexão sociológica», pois vingou numa região sem tradição de coletivismo. «As evidências demonstraram que juntos somos mais fortes. Era impossível um agricultor de Pinhel com 10 ou 15 mil quilos de uvas ter uma garrafa na SONAE ou no Brasil. Por outro lado, o cimento para essa continuidade é a confiança que eles têm na Adega», justificou.
Quanto ao futuro, o responsável anunciou que já foi aprovado um projeto de 900 mil euros para a ampliação da capacidade de fermentação da Adega. A festa dos 75 anos de uma das mais antigas Adegas Cooperativas do país e responsável por quase 60 por cento da produção global de vinhos da Beira Interior também contou com a presença de dirigentes de cooperativas de norte a sul do país, bem como de comercializadores. O secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, elogiou o dinamismo da instituição e o seu «grande contributo» para a criação de riqueza no concelho, tendo lembrado que a vinha é um dos principais métodos de prevenção de incêndios. Por sua vez, Daniela Capelo, presidente da Câmara de Pinhel, considerou que o segredo do sucesso da Adega é «o agente, o trabalho, o sacrifício, a organização, a capacidade de adaptação, perceber que todos juntos vamos mais longe e depois é uma ligação de sempre à terra, à vinha e ao vinho, que é identitária em Pinhel».

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