Sérgio Costa desafia o Governo a localizar na Guarda uma das seis novas áreas empresariais anunciadas pelo ministro da Economia e Coesão Territorial. O presidente da autarquia considera que o município vai ter «todas as condições» para tal.
Manuel Castro Almeida reconheceu, no final de maio, que Sines «já não tem capacidade para acolher grandes empresas» e que «não é possível continuar a empurrar grandes investidores para aquela zona», sendo que a resposta passa pela «criação de seis novas áreas de acolhimento empresarial» no país, no âmbito do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR). Segundo Sérgio Costa, vão estar reunidas, «brevemente, todas as condições», com a entrada em vigor do Plano Diretor Municipal (PDM), para que a Guarda «possa estar na linha da frente» na região Centro. Isto, porque acredita que a publicação da revisão do PDM poderá acontecer a muito curto prazo, já que «foi enviada [na quinta-feira] a última comunicação para a sua publicação nas próximas semanas».
Com a entrada em vigor do plano atualizado, a Guarda vai passar de 260 hectares para cerca de 1.000 hectares de solo empresarial disponível e terá mais de 600 hectares de reserva para que empresas se possam instalar. «É um exemplo da importância que damos ao mundo empresarial, porque os orçamentos públicos não são para gerarem lucros, são para serem bem geridos, bem gastos, e também para ajudar a fortalecer as empresas», salientou em declarações a O INTERIOR, na quinta-feira, à margem da cerimónia de entrega dos “Prémios-Empresa Gazela”, promovida pela CCDR Centro para distinguir as empresas jovens da região que, em 2025, evidenciaram forte ritmo de crescimento e capacidade de afirmação.



