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Criminalidade cresceu 1,6 por cento no distrito da Guarda

Crimes contra o património dominam participações, seguidos dos crimes contra as pessoas, segundo Relatório Anual de Segurança Interna

Em 2010, a criminalidade aumentou 1,6 por cento no distrito da Guarda em relação ao ano anterior, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (ASI).

O documento, divulgado na passada quinta-feira pelo ministro da Administração Interna, revela que foram participados aos órgãos de polícia criminal (GNR, PSP e PJ) 4.061 crimes no distrito da Guarda, mais 65 que em 2009 (3.996 participações). Em Castelo Branco registou-se um decréscimo de 6,4 por cento, com 5.704 crimes participados, enquanto no país verificou-se uma diminuição de 0,6 por cento. De acordo com o RASI, a Guarda é um dos cinco distritos do país (Bragança, Beja, Évora e Portalegre) com menos de cinco mil participações, apresentando ainda um rácio de 30 crimes participados por mil habitantes, valor que não belisca o sentimento de segurança e pacatez que se vive na região. Seguindo as categorias criminais adotadas pelo Código Penal, os crimes contra o património (furtos), dominaram as participações às autoridades da região, com 43,4 por cento do total no ano passado. Neste particular, a Guarda está abaixo da média nacional, que é de 54,1 por cento.

O mesmo já não se passa nas restantes, com destaque para os crimes contra as pessoas (ofensas à integridade física, violência doméstica e coação e ameaças), que representaram 28,7 das queixas apresentadas no distrito, enquanto a média nacional fica-se pelos 23,3 por cento. Também os crimes contra a vida em sociedade (condução com taxa de álcool superior a 1,2 g/litro, condução perigosa, falsificação de moeda, fogo posto, posse de armas proibidas) ficaram acima da média nacional (12,2 por cento), já que 16,8 por cento das participações dizem respeito a estes ilícitos. A subir esteve também a criminalidade violenta (homicídios voluntários, violação, raptos, assaltos a farmácias, ourivesarias e postos de combustíveis e “carjacking”, entre outros), tendo sido participados 77 casos às autoridades, mais oito que em 2009, o que representa um crescimento de 11,6 por cento. A violência doméstica aumentou 12,3 por cento no distrito, com mais 32 casos denunciados no ano passado (292) relativamente ao anterior (260).

Comentários dos nossos leitores
Manuel Norberto Baptista Fortermanuel.forte@ine.pt
Comentário:
Não será por causa de um certo desinvestimento na segurança de pessoas e bens, fruto da política economicista seguida de há seis anos para cá?.
 

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