Segundo noticia o Público, a Comissão Europeia decidiu não sancionar Portugal por incumprimento do limite do défice de 3 por cento do PIB e remeteu a decisão sobre sanções para o Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin), que decorre no dia 12 de Julho.
De acordo com os relatos que o Público obteve da reunião da Comissão Europeia que decorreu hoje em Estrasburgo, os comissários optaram por não aprovar a aplicação de sanções e remeter a decisão para o Ecofin.
O envio será acompanhado por uma nota que está a ser redigida até quinta-feira e que deverá salvaguardar que, apesar de Portugal ter ficado em incumprimento técnico de 0,2 por cento, uma vez que o défice foi de 3,2 por cento, não faz sentido aplicar penalizações ao país.
Nenhum dos comissários presentes na reunião defendeu abertamente a aplicação de sanções, o que revela que houve trabalho político de convencimentos de parte dos comissários. Mesmo o comissário alemão Guenther Oettinger mostrou desconforto mas não se manifestou abertamente pelas sanções.
O comissário português Carlos Moedas defendeu a posição portuguesa, argumentou que era necessário a Comissão Europeia ter em atenção todo o comportamento de Portugal desde 2010 e usou como paralelo um exemplo tirado do Campeonato Europeu de Futebol. Defendeu, ainda, que sancionar Portugal por causa de 0,2 de incumprimento é o mesmo que ver apenas a segunda parte do jogo entre a França e a Islândia e concluir que a Islândia tinha ganho porque esta equipa marcou dois golos à França na segunda parte.



