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Assis diz que socialistas «não prometem este mundo e o outro»

Candidato do PS às europeias passou pela Guarda na semana passada e pediu «decoro» a Paulo Rangel e Nuno Melo

Francisco Assis não poupou críticas aos candidatos da coligação PSD/CDS Aliança Portugal no passado dia 13, num jantar comício com apoiantes na Guarda.

«Com quem é que o dr. Paulo Rangel e o dr. Nuno Melo vão celebrar [no dia 17]? Junto de quem é que vão abrir as suas garrafinhas de champanhe? Junto de um empresário que viu a sua empresa falir? Junto de um trabalhador que passou para a situação de desempregado? Junto de um jovem que entretanto partiu? Junto de alguém da classe média que se vê agora confrontado com um horizonte de pobreza?», interrogou o antigo deputado pelo círculo da Guarda, eleito em 2009. Francisco Assis acrescentou que «os socialistas não prometem este mundo e o outro e não dizem que os problemas desaparecem por magia quando chegarem ao poder, mas 17 de maio, como 18 ou 19 de maio, é um dia para refletir sobre o país e não para festejar». Por isso, o cabeça de lista do PS às europeias pediu «decoro» a Paulo Rangel e a Nuno Melo, antes de abordar a questão do tratado orçamental: «Somos a favor do tratado orçamental mas queremos naturalmente participar ativamente no processo da sua aplicação, porque ele pode ser aplicado de muitas maneiras. Pode ser aplicado de acordo com uma interpretação rígida, que seria trágica para Portugal, ou de acordo com uma interpretação adequada e correta que permitirá ao país libertar recursos para continuar a fazer investimentos que são fundamentais», afirmou o candidato.

O segundo dia oficial da campanha eleitoral começou no Fundão, Covilhã, Belmonte e terminou no distrito da Guarda. Ao final da tarde, Francisco Assis participou, na Mêda, na conferência “Novos Desafios Europeus”, e à noite num juntar na sede do distrito que contou com a presença do presidente honorário do partido. No seu discurso, Almeida Santos declarou «nunca» ter visto um Governo «tão queimado como este. Vai pagar pelos seus erros» e defendeu a federalização política da Europa, constatando que a «emancipação da política foi travada pelas globalizações financeira, económica, tecnológica e comunicacional». O histórico socialista, natural de Vide (Seia), elogiou também Francisco Assis, que considerou «um dos mais extraordinários oradores do pós 25 de abril».

Para Almeida Santos, Francisco Assis é «um dos mais extraordinários oradores do pós 25 de abril»

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