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Câmara e Fundação projetam passadiços do Côa

A Câmara de Vila Nova de Foz Côa e a Fundação Côa Parque estão projetar os passadiços do Côa para atrair mais visitantes e acelerar a construção de um cais fluvial no sopé do Museu do Côa, no rio Douro.

«Já temos uma estimativa orçamental e o programa ao qual vamos candidatar o projeto. Será o município a promover a candidatura», revelou recentemente o autarca fozcoense Gustavo Duarte. O projeto está a ser desenvolvido por Pedro Teiga e pela empresa Trimétrica, responsável pelos passadiços de Arouca, já a funcionar, e pelos futuros passadiços do Mondego, no concelho da Guarda, ainda em elaboração. Em Vila Nova de Foz Côa, o empreendimento vai arrancar no sopé do Museu do Côa para permitir a visitação a alguns núcleos de gravuras rupestres no Vale de José Esteves e da Vermiosa. As pessoas poderão também chegar até à antiga estação de comboios do Côa e passear junto ao Douro. «Esta será a primeira fase mas depois vamos alargá-lo para que os visitantes tenham uma forma diferente de apreciar a natureza e este nosso património rupestre, o próprio Douro e o Côa», referiu Gustavo Duarte.

O primeiro passadiço, em forma de uma das gravuras rupestre do Vale do Côa, terá cerca de um quilómetro de extensão. Em fevereiro deste ano, o presidente do município adiantou a O INTERIOR que já foi delineado mais de um quilómetro de passadiços e que o projeto não vai ficar por aqui. «Provavelmente teremos que aumentar o percurso porque já foram identificados mais atrativos paisagísticos, patrimoniais ou naturais passíveis de ser visitados através deste projeto que vai ser muito interessante em termos turísticos para Foz Côa e para o próprio Museu do Côa», declarou Gustavo Duarte. Atualmente o projeto já está em fase de adjudicação e, «pelos timings que me deram estou a apontar que a sua inauguração possa ocorrer no Verão de 2019», estima o edil fozcoense.

Por sua vez, o presidente da Fundação Côa Parque, Bruno Navarro, entende que este projeto pode constituir-se como uma mais-valia para a valorização do território do Côa e servir de «atração para os turistas que utilizam a via fluvial para descobrirem o vale do Douro».

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