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«Toda a região da Covilhã foi e será para sempre afetada com a destruição do aeródromo»

Cara a Cara – Adriano Carvalho Andrade

P – Porquê retomar o festival aéreo que se encontrava interrompido desde 2012?

R- O Festival Aéreo foi retomado devido à impulsão e ajuda de amigos, a ideia de recuperar o único festival aéreo do mundo organizado exclusivamente por alunos deu ainda mais força à organização para que se desse avanço ao evento. Como atual presidente do núcleo, foram estipulados objetivos no início do mandato, um deles era o regresso deste evento. Com o passar do tempo decidimos aproveitar o mês das Jornadas Aeronáuticas da Covilhã (JACs16) e inserir o Festival Aéreo (Fly-In ENA 16), criando assim o 1º Encontro Nacional de Aeronáutica. Toda a organização soube que estaríamos a criar algo enorme e foi a dedicação de todos que proporcionou que estes dias (20 a 24 de abril) se tornassem gratificantes e inesquecíveis. 

 

P- Qual o balanço que faz do festival, quais os pontos fortes?

R – Os pontos fortes desta organização foram imensos. Antes de mais agradecer a infraestrutura do próprio Aeródromo de Castelo Branco e toda a disponibilidade do comandante Rui Esteves e presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Luís Correia, porque sem o aeródromo e todo o seu apoio, nada do evento teria acontecido, nem a segurança e conforto do público teria sido conseguida. Para além do espaço, a organização do AEROUBI – Núcleo de Estudantes de Engenharia Aeronáutica da UBI esteve toda ela muitíssimo bem, não havendo qualquer conflito ou problema que pudesse pôr em causa o evento, garantindo assim que todos os objetivos fossem cumpridos. O espaço aéreo, todo o seu controlo e segurança foram garantidos pelo ATC Militar, senhor José Rocha, ao qual damos os parabéns e agradecemos o excelente profissionalismo. Além disso, o espaço, a segurança, o controlo e todas as aeronaves convidadas para o espetáculo aéreo garantiram que este evento marcasse o ano na área aeronáutica e contribuíssem para o divertimento do público.

 

P- Em Castelo Branco receberam o apoio que não receberam na Covilhã?

R- Obviamente que recebemos apoio em Castelo Branco que não recebemos na Covilhã. Isto deve-se ao facto do aeródromo ter sido destruído pela antiga presidência da Câmara Municipal da Covilhã.

P- Como vê o facto de a Covilhã ter perdido o aeródromo?

R- Vejo como um dos piores acontecimentos de sempre na região da Beira Interior. É um conjunto de sentimentos que nunca deveriam ter sido sentidos. Toda a região da Covilhã foi e será para sempre afetada com a destruição do aeródromo. Para além de ser um ponto de transporte e crescimento, o aeródromo dava apoio à Universidade da Beira Interior, nomeadamente aos estudantes e curso de Engenharia Aeronáutica, único em Portugal. Toda a base logística que a pista fornecia à cidade comprometeu em grande escala o seu futuro. Não sabendo o que acontecerá futuramente, só me resta dar apoio ao crescimento do Data Center da PT, cujos objetivos de empregabilidade e de apoio a tecnologias de informação foram comprometidos em grande escala, espero que cresça.

P- Que outros objetivos tem para o a AEROUBI?

R- A nossa associação/núcleo tem por objetivos suportar todas as atividades dos estudantes ao longo do seu percurso, apoiando, portanto, qualquer que seja a atividade extracurricular, curso, workshop, palestra, visita de estudo, etc.

P- Engenharia Aeronáutica é um curso de sucesso? Com bons níveis de empregabilidade?

R – Engenharia Aeronáutica é um curso de sucesso com níveis de empregabilidade de aproximadamente 100 por cento.

Perfil:

Idade: 21 anos

Naturalidade: Suíça

Profissão: Estudante de Mestrado em Engenharia Aeronáutica

Adriano Carvalho Andrade

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