Região

Requalificação do quartel dos bombeiros de Folgosinho a concurso por um milhão de euros

Escrito por Luís Martins

Empreitada com um prazo de 12 meses vai ser comparticipada em 612 mil euros pelo programa Centro 2030

A requalificação do quartel dos Bombeiros Voluntários de Folgosinho, no concelho de Gouveia, está a concurso pelo preço-base de cerca de um milhão de euros para melhorar as condições de trabalho dos operacionais da corporação.

O procedimento foi publicado no “Diário da República” na quinta-feira com um prazo de execução de 12 meses e o preço de 999.641 euros. Nuno Pires, presidente da direção da Associação Humanitária, disse a O INTERIOR que esta é «uma obra necessária e ambicionado há muitos anos» em Folgosinho. «O quartel foi inaugurado na década de 90 e desde então nunca teve qualquer intervenção de fundo, apenas pequenas melhorias ou trabalhos de manutenção», afirmou o dirigente, acrescentando que o objetivo é resolver problemas de infiltrações de água sinalizadas «há alguns anos», que contribuíram para degradar o telhado e algumas paredes do edifício», e remodelar a zona das garagens, a instalação elétrica, a canalização e melhorar a eficiência energética do quartel.

Outro objetivo é criar condições para as bombeiras, que já têm «algum peso» no corpo ativo. «Como o quartel é antigo, não havia camaratas femininas, tendo sido improvisado um dormitório na antiga casa do quarteleiro para as nossas bombeiras», adiantou Nuno Pires. O responsável revelou que o projeto foi feito com o apoio dos técnicos e do presidente da Câmara de Gouveia. A empreitada vai ser comparticipada em 612 mil euros pelo programa Centro 2030. «Também esperamos que haja uma reprogramação do orçamento da componente nacional, suportada pela Câmara, para minimizar os cerca de 300 mil euros que temos à nossa conta», indicou Nuno Pires.

Para fazer face a este investimento, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Folgosinho disse contar com o apoio dos sócios, de beneméritos e de outras entidades, mas também de fundos angariados em atividades, como o passeio de todo-o-terreno que vai decorrer em dezembro. O dirigente não excluiu a contratação de um empréstimo bancário para o efeito porque as Associações Humanitárias «andam todas com a corda ao pescoço». Nuno Pires garantiu que «temos algum fundo de maneio, mas não queremos que a Associação fique endividada. Sabemos que temos outras necessidades, mas este, neste momento, é o nosso principal objetivo, sabemos até onde podemos chegar».

O responsável espera que as obras possam começar no início do próximo ano para ficarem prontas no Natal de 2027. «Esperamos que haja concorrentes ao concurso público e que consigam baixar um bocadinho o preço», admitiu. Entretanto, a Associação Humanitária já está a procurar, juntamente com a Junta de Freguesia de Folgosinho e associações locais, espaços alternativos para albergar homens e veículos enquanto decorrer a empreitada e não comprometer a operacionalidade da corporação. Os Voluntários de Folgosinho têm cerca de 70 bombeiros no corpo ativo, uma Equipa de Intervenção Permanente (EIP) com cinco elementos profissionais e mais quatro funcionários administrativos.

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