Sociedade

Autarca da Guarda defende que a «existência humana nestes territórios depende da construção da barragem do Planalto de Videmonte»

Escrito por Sofia Pereira

Para reforçar os caudais do rio Mondego a Agência Portuguesa do Ambiente está a fazer descargas controladas na Barragem do Caldeirão. A falta de precipitação, associada às elevadas temperaturas e à ocorrência de sucessivas ondas de calor, têm contribuído para uma diminuição acentuada das disponibilidades hídricas no Mondego, que está a afetar os concelhos de Fornos de Algodres, Celorico da Beira e Guarda, no distrito da Guarda, e ainda o concelho de Nelas, no distrito de Viseu.

No concelho da Guarda ainda não se coloca a hipótese de falta de água neste verão, mas o autarca guardense, Sérgio Costa, lembra que há uma solução em cima da mesa há décadas. «A construção da Barragem do Planalto de Videmonte que terá capacidade para abastecer oito concelhos, o dobro da capacidade da barragem do Caldeirão».

O autarca da Guarda critica a gestão que é feitas da água que nasce nas montanhas da Serra da Estrela. «Temos grande pluviosidade na Serra da Estrela, talvez o sítio do país onde chove mais durante o ano, mas depois não temos capacidade de reter essa água para usos humanos – seja abastecimento de água ou outros fins, nomeadamente agricultura e em última instância para produção de energia», garante.

Sérgio Costa vai mais além e diz que a «existência humana nestes territórios depende exatamente da construção da barragem do Planalto de Videmonte, localizada na Senhora da Assedasse, no concelho de Gouveia».

Recorde-se que os estudos para a construção da Barragem do Planalto de Videmonte, localizada na Senhora da Assedasse, no concelho de Gouveia, foram incluídos no Plano de Revitalização da Serra da Estrela, «para que num médio prazo possa ser possível a execução destes estudos e destes projetos», que vão demorar «alguns anos e custar vários milhões de euros».

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