Sociedade

Face à escassez de óculos para observação, Maria João Grilo sugere partilha entre familiares

Escrito por Sofia Pereira

A procura pela compra de óculos disparou nos últimos dias. Na Farmácia da Sé, «tanto por telefonema, como mensagem e e-mails, muita gente tentou adquirir estes óculos, mas nós respondemos sempre que não temos, porque nunca tivemos», explica Maria João Grilo, farmacêutica e diretora técnica da Farmácia.

Assim que começou a semana, centenas de pessoas correram ao estabelecimento à procura dos óculos de observação de eclipse – «entre 80 a 85 por cento do volume de atendimentos na segunda-feira foi, precisamente, à procura destes óculos, falamos de um universo de 600 pessoas em que cerca de 400 a 500 pessoas vieram à procura de óculos».

A campanha levada a cabo por algumas redes de óticas permitiu que muita gente tivesse acesso a estes óculos de proteção e também houve muitas famílias a comprar através de sites online, no entanto, agora que se aproxima o grande dia, os óculos disponibilizados «não foram suficientes para a procura».

Uma vez que este fenómeno «só se vai voltar a repetir daqui a 100 anos e todos gostaríamos de ter o conhecimento de como é um eclipse solar», Maria João Grilo deixa uma ideia. «Não é preciso comprar um par de óculos por pessoa, basta um par de óculos por casa ou família. Só nos é permitido olhar para o eclipse durante alguns segundos, pelo que numa casa as pessoas podem partilhar o mesmo par de óculos entre si», sugere.

 

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Sofia Pereira

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