Sociedade

Guarda quer cidadãos mobilizados na candidatura a Capital Portuguesa da Cultura

Escrito por ointerior

A Câmara da Guarda está a disponibilizar um link para os munícipes participarem e deixarem sugestões para a candidatura da cidade a Capital Portuguesa da Cultura em 2028. A decisão foi anunciada na quinta-feira, numa reunião com os meios de comunicação social local para ouvir «contributos e sugestões» para o projeto.
«Vamos enviar à população um link com um questionário e convidamos os guardenses a participar, a preencher e a dar a sua opinião sobre como vêm a cultura, de que forma a cultura pode ser melhorada na Guarda e também transformada em algo ainda maio e que tenha mais participação», disse a vereadora Cláudia Guedes aos jornalistas. No encontro foram também apresentadas as linhas estratégicas da candidatura, o plano de envolvimento da comunidade e divulgar as próximas etapas do projeto. Esta foi a terceira reunião realizada com essa finalidade, tendo o município ouvido já as Juntas de Freguesia e as coletividades do concelho. «O que pedimos a todos é que se envolvam, que participem, que se mobilizem. Esta candidatura é de todos e para todos», realçou Cláudia Guedes.
O objetivo da Câmara da Guarda é «mobilizar a sociedade» para a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura em 2028. «A cultura é um eixo muito importante do desenvolvimento de qualquer território, permitam-me até dizer que é o eixo essencial para o desenvolvimento de uma cidade», afirmou a vereadora com o pelouro da Cultura. Cláudia Guedes adiantou que já foram recebidas «várias sugestões e ideias», como a criação «das rotas da transumância, da paz, da montanha, das canadas e do contrabando». A vereadora acrescentou que a candidatura guardense pretende «deixar, além do resultado final, um legado. Ou seja, aliar o nosso plano estratégico para a Cultura com esta ideia de passado e também de futuro. Segundo a responsável pelo pelouro da Cultura no município, é preciso «nivelar por cima, apostar em grande e ver, além daquilo que já temos, o que conseguimos mudar e é para isso que estamos a ouvir os guardenses».
A candidatura da Guarda a Capital Portuguesa da Cultura em 2028 está a ser desenvolvida sob o conceito de “Cidade ‘Guardiã”. «Cidade guardiã da história, da memória e da identidade, mas aberta à modernidade e ao futuro, a candidatura propõe uma visão assente na relação entre tradição e inovação, afirmando-se como instrumento essencial para o desenvolvimento da política cultural do concelho e de todo o distrito da Guarda», justificou a autarquia no anúncio da candidatura, a 20 de julho. Com este projeto, o município pretende criar condições para a produção e criação artísticas a partir do território, envolvendo instituições, associações, criadores, agentes culturais e económicos, comunidades locais e parceiros nacionais e internacionais.
Um dos eixos estruturantes é a «condição raiana» da Guarda e a sua «ligação umbilical» às comunidades e municípios da vizinha Espanha, que vão integrar a candidatura como parceiros. O objetivo é deixar «um legado duradouro em múltiplas dimensões: cultural e artística, de coesão e participação social, de inclusão e acesso à cultura, de estímulo ao turismo cultural e de criação de um modelo de governação cultural com continuidade estratégica para além dos ciclos autárquicos», é sustentado. A cidade escolhida para Capital Portuguesa da Cultura em 2028 vai ser conhecida a 9 de dezembro. A apresentação de candidaturas termina a 27 de setembro. A Guarda já tinha concorrido a Capital Europeia da Cultura em 2027, mas foi excluída ainda na fase de pré-seleção, em 2022, das quatro cidades portuguesas candidatas. Évora acabou por ser escolhida para Capital Europeia da Cultura em 2027, estatuto que vai dividir com Liepaja, na Letónia.

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