Comissão Vitivinícola Regional do Tejo é a convidada deste ano, numa edição em que os produtos DOP também vão estar em destaque
A partir de sexta-feira, e até domingo, regressa à Alameda de Santo André o Guarda Wine Fest para a quinta edição que vai reunir, na Guarda, néctares da Beira Interior, Dão e Douro, tendo como convidada a região vitivinícola do Tejo.
O evento vai contar com a participação de cerca de 50 produtores, num espaço que também vai contar com restauração, música, “showcookings”, degustações e debates. «Serão cerca de 50 expositores e quatro restaurantes com uma grande diversidade de vinhos e produtos da Beira Interior, Dão, Douro e Tejo», adiantou o presidente da CVRBI na conferência de imprensa do certame, realizada na quinta-feira. Rodolfo Queirós acrescentou que, de ano para ano, há sempre mais interessados em participar no Guarda Wine Fest, mas dada a sua localização, «o espaço não nos permite crescer muito». No entanto, e apesar disso, o responsável considerou que «tendo um espaço tão bonito, não faz sentido ir para outro local não tão apropriado para incluir mais 10 stands, por exemplo».
Este ano, o destaque vai para os vinhos do Tejo, uma região com a qual a Beira Interior «tem trabalho em rede». Para o presidente daquela Comissão Vitivinícola Regional, Luís Castro, é uma «satisfação» participar no certame guardense tendo em conta que as duas comissões vitivinícolas «têm projetos em comum há alguns anos e nos próximos vamos continuar com a participação em feiras de vinhos pela Europa». Após sublinhar o trabalho de parceria entre a Beira Interior e o Tejo, o responsável sugeriu ainda a união das Rotas do Vinho do Tejo e da Beira Interior de forma a promover «uma rota comum para que os estrangeiros e quem visita o nosso país fique a conhecer estas duas regiões que têm características e interesses arqueológicos e arquitetónicos completamente diferentes, mas complementares».
É certo que os vinhos são o ex-libris do Guarda Wine Fest, mas desta vez o foco também vai incidir sobre os produtos endógenos como o «queijo, pão e enchidos, queremos trabalhar os produtos com Denominação de Origem Protegida (DOP) que são importantes para valorizar o território», sublinhou Rodolfo Queirós, adiantando que quando se compra um produto DOP «parte do dinheiro vem para os produtores locais – de Pinhel, Guarda, Figueira, etc.». Já para a Câmara da Guarda, o Guarda Wine Fest é uma «aposta ganha que envolve vinhos, gastronomia e jazz, proporcionando a oportunidade de degustar várias experiências em simultâneo», afirmou Cláudia Guedes, vereadora da Cultura da autarquia, acrescentando que o festival de vinhos já «faz parte da identidade guardense».
O evento abre portas esta sexta-feira, pelas 18 horas, com destaque para a conversa sobre “Dias de Verão, pedem vinhos frescos” com o enólogo guardense Tiago Macena. No sábado destaque para o debate “Entre amanteigado e o velho, que vinho resiste ao queijo Serra da Estrela?” com o sommelier e crítico de vinhos, Manuel Moreira. À tarde, acontece um dos momentos altos do Wine Fest 2026, com a apresentação oficial e a prova de antestreia do vinho do Porto vintage “Celebrar Eduardo Lourenço”, com o doutorado em Viticultura e Enologia, Tiago Alves e Sousa. Por fim, no domingo os temas de conversa são a “Beira Interior e enchidos de montanha e pão tradicional, o segredo mais mal guardado de Portugal”, novamente pelo sommelier Manuel Moreira.
No que toca à música, o Guarda Wine Fest volta a contar com concertos do festival Guarda In Jazz. Na sexta atuam os brasileiros Quinteto Violado, no sábado será vez do italiano Nicola Conte e no último dia a música fica a cargo dos Coimbra Jazz Ensemble.



