Os fisioterapeutas guardenses César Gonçalves e Pedro Martins estão no Mundial de futebol a acompanhar a seleção de Cabo Verde, com a qual já trabalham há cerca de dois anos.
Nascidos e criados na cidade mais alta, são amigos de infância e os percursos são parecidos. Passaram por equipas de râguebi enquanto fisioterapeutas e, entretanto, há cerca de dois anos, César Gonçalves recebeu o convite para trabalhar com a seleção cabo-verdiana de futebol por intermédio de um «amigo que já lá trabalha há quatro anos e com quem eu tinha trabalhado na seleção portuguesa de râguebi». Quando se juntou à equipa era preciso mais um fisioterapeuta e acabou por convidar Pedro Martins, que aceitou o desafio. «Somos do mesmo ano, colegas de turma, amigos pessoais e, portanto, já nos conhecemos há muito tempo», adianta César Gonçalves a O INTERIOR.
Pedro Martins confirma e acrescenta que aceitou o convite «sem hesitar e desde então tem sido uma experiência extraordinária», admite. Aos 41 anos, os dois guardenses estão no «grande palco do futebol mundial, na maior competição do mundo», descreve César Gonçalves, para quem a experiência, «além de ótima, está a ser gratificante – pelos resultados da seleção de Cabo Verde, que também são o espelho do nosso trabalho». Até agora, dos momentos altos desta viagem e experiência, Pedro Martins destaca o apuramento para o Campeonato do Mundo, «que foi um momento incrível. Era um sonho distante e foi uma demonstração de força e coesão do grupo». Para o guardense a presença da equipa cabo-verdiana nesta fase final «já é uma vitória, tudo o que vier depois disso é um bónus e o que tem acontecido é inacreditável».
O fisioterapeuta recorda os empates na fase de grupos com Espanha (0-0) e Uruguai (2-2), «duas equipas fortíssimas». Já César Gonçalves reforça que «ter bons resultados também é o espelho do nosso trabalho». Os dois guardenses estão há «mais de 30 dias» a viver esta aventura que descrevem como sendo um «sonho e uma experiência para um dia voltar a repetir».



