O escritor covilhanense João Morgado apresentou o último romando na terra natal, no sábado, no Salão Nobre dos Paços do Concelho
Editado pela Ego Editora, “Cemitério de Pardais” foi distinguido com o Prémio Literário Santos Stockler 2024. Na sessão, o autor disse tratar-se de uma obra sobre «a dignidade humana, a memória, a velhice e o amor que permanece para além da ausência». O romance acompanha um homem de 88 anos, sozinho, quase cego, preso às suas recordações e à espera de um telefonema — da neta, do filho, de um amigo ou até de Deus. “Cemitério de Pardais” é, por isso, uma reflexão sobre a solidão, o abandono, o cansaço da vida e a forma como a sociedade trata os seus velhos. O livro é também um retrato afetivo de uma Covilhã que já não existe – «a cidade dos teares, das fábricas, dos barbeiros, dos polícias-sinaleiros, dos cafés e das pequenas memórias quotidianas que sobrevivem dentro de quem as viveu» – e é agora devolvida em forma de romance.



