Bilhete Postal de Diogo Cabrita: Decisões

Escrito por Diogo Cabrita

O que deve caracterizar uma decisão?
No meu entender, a primeira razão de uma mudança é a sua utilidade. Depois de se provar que é útil temos de estar seguros de que é vantajosa em comparação com a pré-existência. Logo de seguida, indagar da orçamentação para a concretização. Deve ser evidente que a mudança acarreta vantagens financeiras, ganhos em eficiência e sobretudo é mais fácil de realizar.
Uma decisão torta é um cabo de trabalhos. Um arranjo que fica incompleto nos objetivos é uma maçada. Se mudamos uma porta e a nova empena, ou range, ou veda mal, nasce frustração.
A possibilidade de uma decisão correr mal é enorme e tão grande como correr bem. Cada vez que vamos em busca de melhorar algo a compensação vem da concretização da expectativa.
As operações ao corpo sofrem desta mesma dicotomia. O risco tem de estar compensado pelo benefício desejado. Por esta razão a estética é um problema inovador. Vamos mudar o que está saudável e bom para lhe acrescentar subjetiva beleza. O risco e o benefício são parcelas da matemática decisória para muitas coisas. A construção de um prédio carece de estudos, do terreno, dos materiais a usar, do objetivo da obra, do foco de negócio, da oferta e da procura na região.
Todas as decisões deveriam ser ponderadas, fervidas na racionalidade, retiradas as emoções e as intempestividades, mas isso é impossível! Por isto decidimos mal, por isso cometemos erros. O arrependimento vem depois e não mata, mas mói.

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Diogo Cabrita

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