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«Saúde vascular: Hospital CUF Viseu aposta em tratamentos minimamente invasivos»

Escrito por ointerior

«As varizes não são um problema estético, são um distúrbio circulatório funcional e, como tal, devem ser sempre tratadas.»

As varizes são um problema de saúde muito prevalente na população portuguesa. De acordo com a Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular, este problema afeta 35% dos portugueses, sendo mais prevalente nas mulheres. Arlindo Matos, Coordenador de Angiologia e Cirurgia Vascular no Hospital CUF Viseu alerta para a importância de reconhecer os sinais de alarme e de procurar ajuda atempadamente.
Fique a saber mais sobre este problema de saúde comum e os tratamentos diferenciadores que existem atualmente e que o Hospital CUF Viseu tem vindo a privilegiar.

P- Tendo em conta a elevada prevalência das varizes na população, que sinais e sintomas devem merecer especial atenção e motivar a procura do médico?
R- As varizes são um dos estadios de insuficiência venosa crónica, que pode evoluir desde “raios ou derrames” até às varizes propriamente ditas (dilatações e tortuosidades das veias superficiais dos membros) e complicações cutâneas, como pigmentação e ulceração.
As varizes podem ser assintomáticas ou manifestar-se através da sensação de cansaço, peso e tensão, comichão, câimbras e dor nos membros inferiores. Os sintomas tendem a surgir mais ao final do dia e no verão e não estão associados à extensão e ao grau de dilatação e tortuosidade das veias visíveis. Qualquer pessoa com varizes dos membros inferiores ou com sintomas sugestivos da sua existência, deve ser observada por um especialista de Angiologia e Cirurgia Vascular, para que possa ser realizado o diagnóstico e a avaliação das causas, estadio, existência de complicações e possibilidades de tratamento.

Arlindo Matos, Coordenador de Angiologia e Cirurgia Vascular no Hospital CUF Viseu

P- Quando não tratadas atempadamente, que tipo de complicações podem surgir associadas às varizes?
R- As varizes não são um problema estético, são um distúrbio circulatório funcional e, como tal, devem ser sempre tratadas, uma vez que o seu não tratamento acarreta, a médio/longo prazo, complicações potencialmente graves. Entre elas, as flebites/tromboflebites (inflamação da parede da veia), as tromboses venosas (formação de trombos no interior das veias), as embolias pulmonares (deslocação de um trombo do interior de uma veia para o coração e daí para a artéria pulmonar, onde, ao obstruir a irrigação pulmonar, pode provocar a morte), para além da pigmentação da pele e das úlceras venosas.

P- Qual a importância do acompanhamento por parte de uma equipa diferenciada?
R- O acompanhamento do doente com insuficiência venosa crónica, nas suas diversas manifestações clínicas, por parte de uma equipa diferenciada, permite um diagnóstico mais precoce e, sobretudo, um tratamento atempado, permitindo assim a realização de técnicas minimamente invasivas de tratamento médico e/ou cirúrgico.

P- Como é realizado o diagnóstico e tratamento destas doenças no Hospital CUF Viseu?
R- O Hospital CUF Viseu dispõe de uma equipa de angiologistas e cirurgiões vasculares altamente diferenciada, com muita experiência e competência em todas as técnicas diagnósticas e terapêuticas da patologia venosa aguda e crónica. Esta equipa permite assegurar, em tempo útil, o diagnóstico clínico e imagiológico – através de exames como o ecodoppler, angioTAC e angiografia- e garantir o tratamento mais avançado personalizado a cada caso. Pode incluir escleroterapia (injeções nas veias afetadas) e cirurgia minimamente invasiva ou endovenosa, com recurso a radiofrequência ou injeção de uma cola biológica no interior da veia.

P- A Cirurgia Vascular é muitas vezes associada às varizes, mas abrange um leque muito mais vasto de patologias. Que outros problemas vasculares são hoje tratados no Hospital CUF Viseu com recurso a técnicas inovadoras e minimamente invasivas?
R- A Angiologia e Cirurgia Vascular é a especialidade médica que diagnostica e trata as doenças dos vasos sanguíneos (artérias e veias) e linfáticos. Para além das varizes, trata também patologias como estenoses (estreitamento) ou obstruções arteriais ao nível das artérias carótidas, aorta, ilíacas, digestivas, renais, e dos membros, bem como aneurismas (dilatações) destas mesmas artérias. Para estas patologias, a equipa do Hospital CUF Viseu dispõe dos recursos técnicos e humanos necessários para o seu diagnóstico e tratamento. Desde intervenções tradicionais, a técnicas mais recentes e minimamente invasivas como a angioplastia (alargamento da artéria), o stenting (introdução de um pequeno tubo metálico na artéria) e a colocação de endopróteses (que reforçam a parede do vaso e evitam a sua dilatação ou rutura), nomeadamente nos aneurismas da aorta abdominal (EVAR). Desta forma, asseguramos uma resposta abrangente e personalizada a cada doente, com os tratamentos mais recentes e minimamente invasivos.

 

 

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