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Museu produz “Pão são”

Tem metade do sal, extractos de óleos e está certificado Fundação Portuguesa de Cardiologia

O Museu do Pão, em Seia, apresentou, no sábado, o “Pão são”, com metade do sal e extractos de óleos, certificado pela Fundação Portuguesa de Cardiologia. Esta variedade é fruto de uma investigação feita pela equipa científica daquela entidade, com o apoio e supervisão do Instituto Português de Cardiologia.

Segundo o responsável pelo museu, António Quaresma, o objectivo é produzir «um pão saudável, num país grande consumidor deste alimento». O “Pão são”, lançado no âmbito do Dia do Coração, é composto por diversos ingredientes, com destaque para os extractos de óleo ricos em ácidos gordos “Ómega 3” e vai ter apenas metade do sal habitualmente usado na confecção do pão tradicional. Para o professor Políbio Serra e Silva, presidente da delegação do Centro da Fundação Portuguesa de Cardiologia, «a diminuição da quantidade de sal com que é feito o nosso pão é um dos nossos objectivos, pois é exagerada e é preciso sensibilizar todos os produtores para que reduzam essas quantidades, desejavelmente para metade». Nesse sentido, a Fundação assinou um protocolo com o Museu do Pão para divulgar e certificar este novo produto, cuja embalagem terá um selo de qualidade onde estará impresso o logótipo da Fundação.

Por outro lado, 10 por cento dos lucros da venda do “Pão são” reverterão para a Fundação do Museu Nacional do Pão e para a Fundação de Cardiologia, que tenciona adquirir “kits” de emergência para acudir a doentes do coração. Além dos locais tradicionais, António Quaresma anunciou que pretende colocar este pão à venda também nas farmácias e «tentar substituir as máquinas automáticas de tabaco nos restaurantes por expositores com “Pão são”». Esta variedade vai ser produzida e distribuída em todo o país e, possivelmente, no estrangeiro, sendo fabricada na Fábrica do Pão numa primeira fase. No entanto, aquele responsável garante que a receita estará «sempre disponível para todos os industriais que o pretendam fazer, desde que respeitem os contributos percentuais para a FPC e FMNP».

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