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Recinto da feira requalificado em 2008

Autarca de Trancoso sugeriu mesmo a hipótese de um “mini-Polis” para a cidade

A edição de 2006 da histórica Feira de São Bartolomeu ainda não terminou, mas o edil de Trancoso traça uma evolução bastante positiva do evento: consolidada, com mais visitantes e expositores. Satisfeito com o sucesso do certame, Júlio Sarmento já pensa nos próximos anos, ambicionando que a requalificação do recinto seja uma realidade em 2008.

«As expectativas saem reforçadas em relação à edição deste ano porque a feira já está consolidada», diz o presidente, acrescentando que o modelo tem vindo a experimentar algumas alterações, «mas agora estamos todos visivelmente satisfeitos com o resultado». Como habitualmente, a procura de stands ultrapassou a disponibilidade, já que todos foram vendidos. De fora ficaram alguns agentes de diversão e de outros sectores. Segundo Júlio Sarmento, «é importante para Trancoso que a Feira se constitua como a maior referência da região», realçando a importância económica e social do evento. «O certame impõe-se com uma dinâmica sólida e mostra as potencialidades do Nordeste da Beira, revelando cada vez mais profissionalismo», aponta. Para o autarca, este ano houve várias melhorias, nomeadamente «o aspecto das barraquinhas do exterior, que estão diferentes». Por tudo isto, considera que o certame está «equilibrado e a estrutura está muito bem montada», enaltece, pensando já na melhoria do recinto, que espera poder adjudicar no próximo ano para estar concluído em 2008.

O edil sugeriu mesmo a hipótese de um “mini-Polis” para aquela área, incluindo a zona envolvente do Convento dos Frades e o centro histórico da cidade. No entanto, tudo dependerá do próximo Quadro Comunitário de Apoio (QCA). Quanto à localização do Museu do Tempo ainda não há novidades: «Há duas ou três ideias, mas só a partir de Setembro é que se decide», assegura Júlio Sarmento. Para a edição deste ano, a organização espera bater um novo recorde de entradas ou, pelo menos, manter a barreira dos 150 mil visitantes. Para além das diversões e das exposições sectoriais, a animação aposta num cartaz variado de música portuguesa. Depois de Boss AC, Mariza, Banda Eva, “Tayti”, “Rabo de Saia” e o projecto Tributo U2, falta subir ao palco Quim Barreiros (esta noite), Tony Carreira (amanhã) e Fernando Pereira (sábado). No domingo é a vez do XVII Festival de Folclore Festival de Folclore, com os ranchos da Associação Cultural e Recreativa de Trancoso, do Centro Cultural, Social e Desportivo Arelhense (Óbidos) e “As Macanitas de Tercena” (Oeiras), bem como a Orquestra Típica e Rancho Folclórico de Coimbra e o Grupo Etnográfico da Portela das Padeiras (Santarém), na Praça D. Dinis. À noite regressa-se ao recinto da feira, junto ao Pavilhão Multiusos, para o concerto de José Alberto Reis. No dia 21 são os D’ZRT que sobem ao palco e com um ingresso reduzido. Inicialmente, o bilhete custava 10 euros, mas a organização da feira conseguiu que a produtora do concerto cobrasse apenas 5 euros.

Patrícia Correia

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