A Câmara da Guarda inaugurou na semana passada o primeiro parque canino do concelho, no Parque Urbano do Rio Diz.
Na cerimónia, o presidente Sérgio Costa considerou que foi criado um «espaço de grande dimensão para o bem-estar animal» e revelou «a ambição» de replicar a ideia noutras zonas da cidade, com dimensões adequadas, porque «nem faria sentido tanto investimento que depois poderia não ser usado pelas pessoas». Na ocasião foi também assinado um protocolo entre a edilidade e duas associações de proteção animal do concelho, “A Casota” e a Qoasmi. O autarca reconheceu o papel destas organizações na prestação de «um serviço público», acrescentando que com este apoio as duas associações poderão também pôr em prática o programa CED, através da «captura, esterilização e devolução ao meio ambiente». Foi ainda entregue o apoio anual de dois mil euros a cada associação. Teresa Durán, presidente da Associação “A Casota”, afirmou que este é «um incentivo» ao trabalho desenvolvido. Já Maria de Oliveira e Paulo, da Qoasmi, deixou, emocionada, a garantia «de continuar o nosso trabalho com a mesma vontade e a mesma garra com que o temos feito».
Socialistas pedem manutenção e conservação do Parque Polis
À margem da inauguração do parque canino, que representa um investimento de cerca de 30 mil euros, a vereadora do PS Adelaide Campos e o deputado da Assembleia Municipal Miguel Borges convidaram Sérgio Costa e a comunicação social para um passeio pelo Parque Urbano do Rio Diz para «mostrar o estado de abandono» em que se encontra este espaço verde e de lazer.
Adelaide Campos lembrou que a situação já se arrasta há alguns anos: «É uma estrutura que não tem tido o apoio e a conservação necessária. E quando as coisas se vão degradando entra-se num ciclo vicioso de deterioração que é difícil de converter», lamentou a socialista. A vereadora deu ainda alguns exemplos de estruturas degradadas, nomeadamente «um lago transformado num pântano sem vida e completamente poluído, um espaço que serviria de esplanada fechado e completamente abandonado». Tudo isto «é terrível» porque «estou farta de ouvir pessoas dizerem que amam a Guarda, mas o descuido em que este parque está é confrangedor», criticou Adelaide Campos.
A estas críticas Sérgio Costa respondeu dizendo não concordar, porque «falar mal é fácil. Mas vamos à conceção do Polis. A forma como foi concebido tecnicamente não terá sido da melhor forma, porque de x em x anos aquele lago tem de ser limpo com máquinas e, neste momento, está pedido o licenciamento à Agência Portuguesa do Ambiente para as máquinas voltarem a entrar no lago e tirar os detritos», explicou o edil. Quanto à erva seca, justificou com as «largas e largas dezenas, ultrapassa a centena de milhares de euros, gastos por ano em custo de água para regar o Parque Polis, é bom que tenhamos a noção desta realidade», acrescentou. «É impensável continuarmos a regar este Parque Urbano e manter-se as zonas verdes com água da rede pública», avisou Sérgio Costa.





