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“Caminhos da Senhora d’Ajuda” com romaria especial na Malhada Sorda

Escrito por ointerior

A paróquia de Malhada Sorda, no concelho de Almeida, prepara-se para acolher mais uma festa anual em honra de Nossa Senhora da Ajuda, considerada, por muitos, a maior romaria mariana da diocese da Guarda.
Anualmente, centenas de peregrinos chegam ao santuário, muitos vindos a pé, das mais diferentes latitudes e, por ocasião das festas de setembro, são milhares os devotos que enchem as ruas desta aldeia raiana.
O programa religioso começa no sábado e termina no dia 9. Mas é nos dias 7 e 8 de setembro que se concentram as maiores celebrações. Na noite da próxima segunda-feira a eucaristia será celebrada no Largo do Ribeiro, pelo Bispo da Guarda, D. José Miguel Pereira, seguida da procissão de velas. A anteceder os principais momentos da festa, este ano acontecerá uma romaria especial. Na manhã desta sexta-feira, sairá da catedral de Ciudad Rodrigo uma romaria equestre, com mais de 30 cavaleiros a acompanhar a charrete com a imagem da Senhora da Ajuda. Ao final do dia, a imagem repousará na Igreja de Fuentes de Oñoro, onde terá início, na manhã de sábado, a romaria internacional, com centenas de romeiros a pé, que ligará a localidade fronteiriça espanhola ao santuário da Senhora de Ajuda, na Malhada Sorda, passando pelo Poço Velho e Nave de Haver.
A iniciativa conta com a organização da Junta de Freguesia de Malhada Sorda, em parceria com as paróquias de Malhada Sorda e Fuentes de Oñoro, e o apoio do município de Almeida, Ayuntamiento de Fuentes de Onõro, Junta de Freguesia de Nave de Haver e a Fundação Família Luzia Esteves Pinheiro. Entretanto, Malhada Sorda tem em marcha o projeto “Os Caminhos da Senhora d’Ajuda”, uma iniciativa que pretende recuperar, valorizar e dar visibilidade aos caminhos de peregrinação que convergem para o santuário. O projeto pretende promover a peregrinação, o património, a memória e a ligação entre os territórios e as suas comunidades, transformando estes caminhos num espaço de encontro de fé e partilha.
Estes percursos serão marcados com peças de azulejaria, pintados manualmente por voluntários de Malhada Sorda, e cozidos nos fornos do Atelier da Olaria desta povoação que, antigamente, era conhecida, precisamente, pelos trabalhos de olaria ali feitos e vendidos nas feiras de toda a região. Neste momento está a ser constituída uma associação que agregará as várias entidades envolvidas. Um dos objetivos é, através das novas tecnologias, digitalizar e divulgar as antigas rotas através de aplicações digitais, bem como o património, história, cultura, tradições e devoções das localidades atravessadas por esses percursos.

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