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Milhares reviveram recriação do cerco em Almeida

Escrito por ointerior

A fortaleza de Almeida foi, no fim de semana, o cenário da recriação histórica do cerco da antiga praça-forte pelas tropas do general Massena na terceira Invasão Francesa, em 1810.
O evento recorda a capitulação desta fortaleza abaluartada raiana (construída nos séculos XVII e XVIII), a 28 de agosto desse ano, na terceira Invasão Francesa. Almeida era um sério obstáculo à progressão das tropas de Napoleão, vindas de Espanha, pois a sua estrutura era capaz de suportar um cerco prolongado. O exército anglo-luso contava com o valor defensivo da praça-forte, mas uma violentíssima explosão no paiol principal, a 26 de agosto de 1810, precipitou a sua capitulação. A 22ª edição da recriação do Cerco de Almeida envolveu centenas de recriadores e figurantes oriundos de Portugal, Espanha, França e Grã-Bretanha, que voltam a protagonizar «a maior recriação histórica do período napoleónico em Portugal».
Organizado pela autarquia de Almeida, em parceria com o Grupo de Reconstituição Histórica do Município de Almeida (GRHMA), este acontecimento já é também «uma referência internacional na recriação das Invasões Francesas». O ponto alto do fim de semana aconteceu no sábado à noite, no Revelim do Paiol, com a recriação da batalha noturna do cerco à praça-forte, seguida de um espetáculo de drones e piromusical. Já na manhã de domingo realizaram-se demonstrações de táticas de combate e de assédio, bem como a recriação da batalha diurna no fosso do Baluarte de S. Pedro / Revelim da Brecha.
Durante o fim de semana houve um Mercado Oitocentista, onde artesãos, mercadores e ofícios vão recriar saberes de outros tempos. O evento contou ainda com os concertos de Virgul e Raquel Tavares, danças tradicionais, teatro, pintura ao vivo, oficinas, exposições, jogos tradicionais, experiências interativas como falcoaria, passeios de burro e visitas à quinta dos animais, uma rota gastronómica pelos restaurantes do concelho raiano e uma tenda da biscoitaria.

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