Tal como se previa, a deslocação do Souropires à Tocha não foi nada fácil e os homens de Manuel Barbosa tiveram que se aplicar para não deixar os seus opositores tomarem conta do jogo.
O domínio inicial dos locais foi sol de pouca dura, já que Valezim apenas se viu em apuros aos 2’ na única situação de ataque criada pelo Tocha em toda a primeira parte. Depois deste sinal de perigo, o Souropires subiu no terreno e começou a pressionar o adversário longe da sua área, tomando conta da partida. O guardião Valezim passou então a ser um mero espectador do jogo, excepto na marcação de um canto, já no decorrer da segunda parte, quando foi chamado a uma intervenção mais delicada. Os visitantes mandavam no encontro, mas não conseguiam criar situações de golo pelo que as equipas regressaram às cabinas empatadas a zero nos primeiros 45 minutos. Na segunda parte, o Souropires entrou em campo com o firme propósito de alterar o resultado a seu favor e, numa demonstração evidente de entrega ao jogo, os visitantes tudo fizeram para alcançar o triunfo. Só não o conseguiram por manifesta falta de sorte e porque na baliza do Tocha estava um guarda-redes chamado Marco, que defendeu tudo o que havia para defender.
Se na equipa local podemos destacar Marco, tal tarefa revela-se bastante difícil no Souropires, pois todos os seus jogadores estiveram em bom plano, como salientou no final Manuel Barbosa, que elogiou a atitude de todo o plantel. No entanto, e atendendo ao trabalho desenvolvido tanto a defender como a atacar, a escolha do técnico recai – com toda a justiça, em nosso entender – sobre Vítor Camilo. Quanto ao resultado, Manuel Barbosa considera-o «injusto» atendendo à produção da sua equipa, que tudo fez para conquistar os três pontos e fugir à “linha de água” na tabela classificativa. De salientar também a atitude do árbitro que, num jogo bastante emotivo e muitas vezes viril, mas sem prejuízo para a integridade física dos atletas, segurou a partida sem dar nas vistas nem recorrer à amostragem de qualquer cartão. Pena foi que os seus auxiliares não tivessem estado ao nível do árbitro principal, errando muitas vezes ao assinalar foras de jogo inexistentes. No final, destaca-se uma partida bem disputada, com muita luta e empenho de ambas as equipas, mas cujo resultado pode ser considerado injusto para os visitantes. Já a jovem equipa de arbitragem, vinda de Aveiro, teve uma actuação acima da média.
Fernando Araújo/Rádio F


