Francisco Pinto Balsemão vai ser distinguido, na segunda-feira, com o grau doutor honoris causa pela Universidade da Beira Interior (UBI) na cerimónia de abertura do próximo ano lectivo.
A mais alta insígnia académica é atribuída ao empresário da comunicação social e ex-primeiro-ministro pelo «seu mérito e obra desenvolvida em prol da comunicação social portuguesa, mas também pela consolidação de uma democracia livre e plural no nosso país», justifica a UBI, que atribui recentemente a mesma distinção a António Guterres. Tal como este, Francisco Pinto Balsemão tem origens familiares na região, mais concretamente na Guarda, onde os avós eram empresários têxteis. Nascido em 1937, em Lisboa, o empresário e político licenciou-se em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, sendo actualmente professor associado da Universidade Nova de Lisboa desde 1987. Foi deputado várias vezes, antes e depois do 25 de Abril, é um dos fundadores do PSD e foi ministro-adjunto, entre Janeiro de 1980 e Janeiro de 1981, do então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro, que substituiu após a sua morte entre Janeiro de 1981 e Junho de 1983.
Muito antes de fundar o “Expresso” foi jornalista do “Diário Popular”. O semanário – o periódico com a maior tiragem da imprensa portuguesa há várias décadas – surgiu em 1973, tendo sido seu director até 1980, altura em que se tornou presidente do Conselho de Administração (CA) da Sojornal. Actualmente, é presidente do CA da Impresa, “holding” do grupo de comunicação social que lidera. Balsemão preside ainda ao European Institute for the Media (Dusseldorf) desde 1990 e ao CA da SIC desde 1992. É membro do CA do Media Business School (Madrid) desde 1994 e vice-presidente da Fondation Journalistes en Europe (Paris) desde 1995. O seu padrinho nesta sessão será
António Fidalgo, docente da Faculdade de Artes e Letras da UBI. Doutorado em Filosofia e professor catedrático de Ciências da Comunicação, o professor foi o principal impulsionador do curso de Ciências da Comunicação da universidade, tendo presidido durante vários anos ao departamento de Comunicação e Artes. Além de um vasto currículo académico no país e no estrangeiro, foi ainda presidente da Faculdade de Artes e Letras.



