Arquivo

«Criar uma cultura de vitória é a nossa grande meta»

Cara a Cara – Rui Manuel Quelhas

P- Quais os objetivos para esta época?

R- O objetivo passa por ficar nos quatro primeiros lugares da fase regular do campeonato e não ficar com uma diferença tão grande de pontos, como no campeonato transato, para os lugares de topo. Nas taças, de Portugal e da Liga, o objetivo é estar na disputa dessas duas competições. Temos que criar uma cultura de vitória mais constante nos nossos jogos, essa é a nossa grande meta.

P- Quanto a contratações, o que nos pode adiantar?

R- Foi um ano de muitas saídas, seis, mas entraram sete jogadores novos e que nos dão garantia de qualidade ao plantel. Tentamos e estamos confiantes que conseguimos criar um plantel com mais soluções e mais equilibrado.

P- O plantel está fechado ou ainda há lugar para alguns acertos com novas aquisições?

R- Por agora sim, mas como todos os planteis estão sempre abertos para a melhoria do grupo.

P- Quais são as carências do clube?

R- Principalmente as estruturas de apoio à equipa que ainda não conseguimos profissionalizar. Quando falam que o Fundão é uma equipa profissional estão só a olhar para a equipa constituída pelos jogadores e aí sim, podemos dizer que trabalhamos como as equipas profissionais. Mas nem tudo se resume à equipa, há toda uma estrutura de apoio e penso que vai ser difícil profissionalizá-la no Fundão. Temos melhorado, ano após ano, na restruturação e melhoria dessas estruturas de apoio e pela primeira vez vamos ter no nosso corpo clinico um médico.

P- Desta vez é fácil sonhar com o título?

R- Penso que vai ser difícil com a aposta forte do Sporting e do Benfica. Temos que ser realistas, as equipas que disputam o campeonato de futsal têm os jogadores que o Benfica e o Sporting não querem, logo por aí estamos em desvantagem. Mas contem com o Fundão para a luta.

P- Em termos de orçamento, quais são os apoios do clube para esta época?

R- Continuamos a ter os mesmos apoios, do município do Fundão e de empresas da cidade.

P- São suficientes ou é um orçamento apertado?

R- É um orçamento muito apertado. Sendo nós uma secção autónoma, não criamos dívida ao clube. Assim, temos uma gestão de rigor e muito apertada, onde tudo fazemos para que as condições da equipa sejam salvaguardadas, mas não temos dinheiros para luxos e aqui em luxos estou a falar, por exemplo, em jantar depois dos jogos. São condições que ainda não conseguimos dar à nossa equipa.

P- Acha que é um milagre continuar a ter uma equipa do interior, como a AD Fundão, na nacional da primeira divisão de Futsal?

R- Milagre não é porque estão reunidas entidades e empresas que fazem com que este projeto seja uma realidade. Temos que enaltecer o papel importante do município do Fundão, como também das empresas Motorbeira, J3LP, CMID e Constrobi, sem eles era impossível o interior ter uma equipa com a qualidade do Fundão. Sendo uma equipa que representa a região, gostaríamos de ter mais apoios para além da cidade.

Perfil:

Idade: 50 anos

Profissão: Técnico Superior

Naturalidade:  Gonçalo (Guarda)

Currículo: Professor de Educação Física; delegado do Instituto Desporto de Portugal; técnico superior da Câmara Municipal do Fundão

Livro preferido: “Equador”, de Miguel Sousa Tavares

Filme preferido: “Estranho caso”, de Benjamim Button

Hobbies: Atletismo e BTT

Rui Manuel Quelhas

Sobre o autor

Deixe comentário