O movimento Malcata Pro-Futuro vai avançar com uma ação popular administrativa contra a ampliação do parque eólico de Penamacor 3B.
Segundo os promotores, esta decisão acontece «perante a ausência» de resposta da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aos três abaixo-assinados subscritos pela população desta freguesia do concelho do Sabugal e de uma exposição ao ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia. Os populares contestam a localização dos pontos de medição do ruído e «fragilidades» da DIA (Declaração de Impacto Ambiental) emitida pela APA. «O direito de ação popular é um instrumento que permite ao movimento dar motivação ao ditado pela consciência cívica e política dos seus membros, tendo em vista à restauração da legalidade objetiva, na tutela de interesses difusos, relacionados com a qualidade de vida, a preservação do ambiente, do património paisagístico, do ordenamento do território e do domínio público», refere o Malcata Pro-Futuro.
Atualmente com 19 aerogeradores, o projeto de alargamento do parque eólico de Penamacor 3B implica a construção de mais seis torres nas freguesias de Malcata (Sabugal) e Meimão (Penamacor). Em dezembro, o movimento popular já tinha apresentado queixa à Comissão Europeia contra o Estado Português pela ausência de resposta das autoridades oficiais.


